Grupo neonazista com policiais e advogado é denunciado pelo MPSC
Operação Nuremberg - Gaeco - Foto: MPSC/Divulgação O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou denúncia contra 14 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa de ideologia neonazista. A ação é um desdobramento da Operação Nuremberg, deflagrada pelo Gaeco em outubro de 2025.
Entre os denunciados, figuram profissionais de segurança e do direito: uma escrivã da Polícia Civil de São Paulo, um policial militar paulista e um advogado. O grupo, que operava em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Sergipe, contava com uma estrutura hierarquizada, incluindo a figura de um líder autointitulado "Führer brasileiro".
Estrutura e modo de operação
As investigações revelaram um funcionamento profissionalizado da organização, que incluía:
Gestão financeira: Cobrança de mensalidades obrigatórias, emissão de fichas de adesão e produção de material exclusivo (camisetas).
Atuação digital: Disseminação sistemática de conteúdos de ódio e supremacistas em fóruns e redes sociais, utilizando perfis falsos.
Violência física: Planejamento de encontros presenciais para traçar estratégias de expansão e execução de patrulhamento de ruas para confrontar grupos ideologicamente contrários.
Monitoramento: Elaboração de dossiês contra alvos específicos de agressões e retaliações.
Status do processo
Todos os 14 alvos respondem por participação em organização criminosa. Destes, oito também foram denunciados pelos crimes de racismo e apologia ao nazismo. O Poder Judiciário analisa agora se aceita a denúncia, o que tornará os investigados réus no processo.
A Operação Nuremberg, que deu origem ao caso, cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em dez cidades brasileiras, buscando desarticular o núcleo que utilizava estratégias digitais para dificultar o rastreamento das autoridades.
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