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Maringá,18/06/2026

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Investigação apura fraude financeira de R$ 40 milhões.

Suspeita de golpe milionário em Apucarana: Polícia Civil aciona PF para investigar esquema de investimentos

TNONLINE/Portal EdsonValerio
Investigação apura fraude financeira de R$ 40 milhões. Reprodução

A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) está encaminhando para a olícia Federal (PF) as denúncias sobre um suposto golpe financeiro que teria movimentado cerca de R$ 40 milhões na região de Apucarana. A decisão ocorre devido à suspeita de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, competência da esfera federal.
O modus operandi
As investigações apontam que um empresário local, que atuava no ramo de ativos virtuais, captava recursos de investidores prometendo retornos mensais entre 3,5% e 4%. O dinheiro, no entanto, era depositado diretamente na conta pessoal do investigado e aplicado em seu próprio CPF, sem vinculação com a empresa formalizada.
Relatos de vítimas indicam que o esquema utilizava elementos como:
Ostentação: Uso de jatos fretados, itens de luxo e um estilo de vida de alto padrão para gerar credibilidade.
Apelo emocional: Discursos pautados em valores religiosos e filantropia para angariar confiança.
Tokenização imobiliária: Promessas envolvendo imóveis de alto luxo, como uma unidade no Senna Tower, em Balneário Camboriú, que teriam sido usadas como isca para novos aportes.
Cenário atual
Até o momento, foram registrados pelo menos dez boletins de ocorrência virtuais em Apucarana, com desdobramentos em cidades como Jandaia do Sul, Cambé e Londrina. Estima-se que mais de 480 famílias tenham sido afetadas, com aportes individuais que variam de pequenos valores até R$ 7 milhões
Apesar da magnitude do caso, a polícia reforça que a apresentação presencial das vítimas nas delegacias é fundamental para o fortalecimento do inquérito e a coleta de depoimentos formais.
Posicionamento da defesa
O escritório Possani & Gonçalves Advogados Associados, que representa o empresário, afirmou em nota que seu cliente ainda não foi comunicado oficialmente sobre procedimentos investigatórios. A defesa argumenta que o caso está sendo avaliado com cautela e que busca uma solução concreta para a coletividade, pedindo que "atitudes precipitadas" sejam evitadas para não prejudicar a resolução do processo.




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