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Maringá,17/06/2026

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Quadrilha escondia cocaína em chapas de granito

Investigação começou após a apreensão de 111 quilos de cocaína em uma marmoraria no Rio Grande do Norte

BANDAB/RICTV
Quadrilha escondia cocaína em chapas de granito Foto: Fabiano Nogueira/PCPR.

Uma operação contra o tráfico interestadual de drogas resultou na prisão de duas pessoas em Curitiba nesta terça-feira (16). A ação foi realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) em apoio à Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) e teve como alvo uma organização criminosa suspeita de esconder cocaína em chapas de granito e mármore para enviar a droga ao exterior.
As prisões aconteceram durante o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas do Rio Grande do Norte.
Em Curitiba, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão na região da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Segundo o delegado Fabiano Oliveira, “os investigados são suspeitos de integrar um grupo criminoso voltado ao tráfico interestadual de drogas”.
A investigação começou após a apreensão de aproximadamente 111 quilos de cocaína escondidos em chapas de granito armazenadas em uma marmoraria em Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte.
Suspeitos colocavam cocaína em chapas de granito
De acordo com as apurações, a organização utilizava serviços especializados para adaptar placas de granito e mármore, criando compartimentos ocultos para armazenar os entorpecentes. A droga seria transportada posteriormente para outros países por meio de navios.
Ainda conforme a investigação, os dois homens presos em Curitiba teriam sido contratados para realizar o corte das pedras usadas no esquema. Um dos investigados relatou aos policiais que chegou a ser levado ao Rio Grande do Norte para executar o serviço.
A operação cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Norte, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio e o sequestro de bens, direitos e valores dos investigados até o montante de R$ 8,8 milhões.
Os presos foram encaminhados ao sistema penitenciário, e as investigações seguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a atuação da organização criminosa. 




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