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Maringá,13/05/2026

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Fibromialgia afeta entre 2% e 3% da população brasileira

Doença é caracterizada por dores difusas e crônicas

Agência Brasil
Fibromialgia afeta entre 2% e 3% da população brasileira Marcello Casal JrAgência Brasil

A data de 12 de maio é conhecida como o Dia Mundial da Conscientização da Fibromialgia, condição de saúde que afeta entre 2% e 3% da população brasileira.
A doença é caracterizada por dores difusas em músculos, tendões e ligamentos, além de sensibilidade aguda ao toque e à pressão. Segundo dados do Ministério da Saúde, a prevalência é maior entre mulheres com idade entre 30 e 50 anos.
A partir deste mês, uma mudança na legislação reconhece oficialmente as pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência.
A doutora Fernanda Nogueira Holanda Ferreira Braga, chefe da Unidade de Clínica Médica e reumatologista do Hospital Universitário Walter Cantídio, do Complexo Hospitalar UFC/Ebserh, esclarece alguns dos impactos práticos dessa mudança.
"Pacientes com fibromialgia teriam alguns impactos práticos imediatos do reconhecimento legal da sua doença.
Eles podem ter um atendimento prioritário, uso de filas preferenciais, o acesso facilitado a serviços públicos, uma possibilidade de jornada adaptada, uma flexibilização dos horários e até mesmo auxílio por incapacidade temporária. Essas medidas fazem uma redução do estigma da doença, com uma melhor percepção de que a sua dor não é uma dor psicológica."
As causas exatas da fibromialgia ainda não são totalmente compreendidas pela medicina, mas fatores genéticos, traumas físicos ou emocionais, infecções e doenças autoimunes aparecem como possíveis gatilhos.
O diagnóstico é estritamente clínico e a doutora Fernanda Nogueira aponta sinais que o médico deve observar para diferenciar a fibromialgia de outras doenças reumatológicas.
"Alguns achados podem sugerir a presença de uma outra doença que não a fibromialgia, principalmente a presença de inchaço nas articulações, a presença de calor, de vermelhidão, deformidades nas articulações e também quando os exames estão alterados, porque na fibromialgia os exames são normais. Outros sinais importantes são febre e perda de peso. Então fica um alerta para, se você encontrar qualquer um desses sintomas, o diagnóstico diferencial com alguma outra doença que não a fibromialgia precisa ser levantado."
Embora não haja cura, o controle dos sintomas é possível por meio de uma abordagem multidisciplinar e adoção de hábitos saudáveis. O tratamento pode envolver ainda o uso de suplementos antidepressivos e acompanhamento terapêutico para o bem-estar emocional. 
O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico contínuo são apontados como os principais fatores para evitar o agravamento do quadro e garantir a qualidade de vida dos pacientes.




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