Júri de 44 horas condena dupla por execução de casal
Justiça por Cleusa e José: Assassinos são condenados a mais de 44 anos de reclusão cada
Cleusa Baranoski, ex-sogra da ré no caso, foi morta a tiros ao lado do companheiro em março de 2024. Foto: Reprodução Um dos capítulos mais sombrios da criminalidade em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, teve seu desfecho judicial nesta semana. Em um dos julgamentos mais longos da história do município, um homem e uma mulher foram condenados a penas que ultrapassam os 44 anos de prisão pelo assassinato brutal de um casal no bairro Gralha Azul.
O Crime e a Motivação Fútil
O trágico episódio ocorreu em março de 2024. Segundo a denúncia do Ministério Público (MPPR), Cleusa Baranoski e seu companheiro, José da Silva Barroso, foram executados a tiros dentro da própria residência. A investigação revelou um motivo torpe: a ré não aceitava o término do relacionamento com o filho de Cleusa. Para se vingar, ela planejou a morte da ex-sogra, enquanto José foi assassinado apenas para que não restassem testemunhas do crime.
Maratona no Tribunal
O júri popular foi marcado pela intensidade, durando quase 44 horas ininterruptas. O Conselho de Sentença reconheceu qualificadoras graves, como o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e, no caso da mulher, o motivo fútil.
As Penas Impostas
A magistrada responsável aplicou sentenças rigorosas em regime inicial fechado:
O homem: Condenado a 44 anos, 11 meses e 26 dias.
A mulher: Condenada a 44 anos, 2 meses e 25 dias.
Além do tempo de cárcere, os réus foram sentenciados ao pagamento solidário de R$ 50 mil em indenizações às famílias das vítimas.
Sem Direito a Recorrer em Liberdade
Como já estavam presos preventivamente, ambos retornaram ao sistema prisional imediatamente após a leitura da sentença.
A justiça negou o direito de recorrerem em liberdade, reforçando a periculosidade dos condenados e a gravidade dos fatos apurados.
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