Tesoureira é indiciada por desviar R$ 20 mil para o “Jogo do Tigrinho”
Dinheiro de CMEI vira aposta: Mulher é investigada por desvio de verbas escolares no Oeste do PR
Reprodução Um caso de apropriação indébita chocou a comunidade escolar de Palotina, no Oeste do Paraná. A tesoureira da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF) de um CMEI local foi indiciada após ser acusada de desviar aproximadamente R$ 20 mil dos cofres da instituição. O motivo do desfalque, segundo a própria investigada, seria o vício em apostas online, incluindo o polêmico “Jogo do Tigrinho”.
A Investigação e a Confissão
De acordo com o delegado Laércio Rodrigues, responsável pelo caso, as apurações confirmaram que o prejuízo causado à associação ultrapassa a marca dos 20 mil reais.
Ao ser confrontada pelas autoridades, a mulher admitiu ter utilizado parte significativa do montante em plataformas de apostas.
A suspeita chegou a tentar uma conciliação com os membros da APMF, firmando um acordo extraoficial para a reposição integral do dinheiro.
No entanto, o compromisso não foi honrado. "Ela afirmou que fez um acordo para devolver todo o valor, porém realizou apenas o pagamento de R$ 3 mil", detalhou o delegado.
Consequências Jurídicas
Diante da quebra de confiança e do crime contra a entidade, a mulher foi indiciada por apropriação indébita majorada, crime que prevê pena aumentada pelo fato de a vítima ter a posse do bem em razão de sua profissão ou cargo.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Paraná (MPPR), que decidirá sobre o oferecimento da denúncia. Enquanto isso, a prefeitura de Palotina acompanha o desdobramento do caso, que serve de alerta sobre a fiscalização de recursos escolares.
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