Marido da prefeita de Bauru é preso pelo Gaeco

Marido de prefeita é preso em investigação sobre concessão do lixo

GAECO/PCSão Paulo/
Marido da prefeita de Bauru é preso pelo Gaeco Reprodução Redes Sociais.

O secretário municipal de Governo de Bauru (SP), Renato Purini, marido da prefeita Suéllen Rosim (PSD), foi preso na manhã desta sexta-feira, 16 de outubro, durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.

A prisão ocorreu na residência do casal, em um condomínio na zona sul de Bauru. Os investigadores também cumpriram mandados de busca e apreensão na casa da prefeita e em dependências da Prefeitura.

A ação é um desdobramento da Operação Cavalo de Troia, que investiga suspeitas de fraude na licitação para concessão dos serviços de coleta, tratamento e destinação de resíduos sólidos da cidade.

O contrato investigado tinha duração prevista de 30 anos e valor estimado em R$ 5,2 bilhões. A licitação já havia sido cancelada.

Investigação apura suspeita de direcionamento de contrato bilionário

Segundo o Ministério Público de São Paulo, a investigação apura a possível atuação de integrantes da administração municipal e representantes empresariais para favorecer interesses privados na concessão dos serviços de resíduos sólidos.

As suspeitas envolvem direcionamento do processo licitatório, corrupção e outras irregularidades relacionadas à elaboração e à condução do procedimento.

A primeira fase da Operação Cavalo de Troia foi realizada em setembro, quando sete pessoas foram presas, entre integrantes da administração municipal e pessoas ligadas ao setor empresarial.

Na sequência, a Prefeitura promoveu mudanças na composição de seu primeiro escalão e anunciou exonerações de servidores envolvidos na investigação.

A nova etapa ocorreu após a análise de materiais recolhidos anteriormente, incluindo informações extraídas de celulares dos investigados.

Secretário foi preso em casa e levado à Polícia Civil

Renato Purini foi detido nas primeiras horas da manhã e levado à Central de Polícia Judiciária de Bauru, onde chegou por volta das 9h30.
O cumprimento dos mandados contou com apoio da Polícia Militar de São Paulo.
As diligências também alcançaram instalações da administração municipal, onde os investigadores buscaram documentos e outros materiais relacionados à apuração.
Até a divulgação das primeiras informações, não havia sido apresentado um balanço completo das apreensões realizadas nesta sexta-feira.
Prefeitura afirma que não havia recebido detalhes da operação
Em nota, a Prefeitura de Bauru confirmou a presença das equipes do Gaeco durante a manhã.
A administração municipal informou que, até aquele momento, não havia sido oficialmente comunicada sobre o objeto específico da ação.
A Prefeitura também declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e fornecer os esclarecimentos solicitados.
O advogado Jeferson Machado, que representa Renato Purini e a família Rosim, esteve na Central de Polícia Judiciária, mas não falou com a imprensa naquele momento.

Prefeita tinha depoimento marcado para esta sexta-feira

A prisão do secretário ocorreu no mesmo dia em que a prefeita Suéllen Rosim tinha depoimento previsto para as 14h, na Comissão Processante da Câmara Municipal de Bauru.
A comissão foi instalada para examinar possíveis infrações político-administrativas relacionadas à condução da concessão dos serviços de resíduos sólidos.
O depoimento já estava agendado antes da nova fase da operação.
A investigação criminal conduzida pelo Ministério Público e os trabalhos da comissão da Câmara são procedimentos distintos.
A situação de Renato Purini e os materiais recolhidos nesta nova fase seguem sob análise das autoridades responsáveis pela operação.




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