Mensagem de cada DIA!

Tempo de colher sossego


Tempo de colher sossego

Pensar na vida faz parte da minha rotina... Respirar é importante, mas é pouco quando se tem sonhos...
As muitas possibilidades aguçam a criatividade... Claro, é necessário colocar tudo na balança para construir alternativas...
As surpresas me encantam... Feliz dia!
“Quanto mais a idade avança, mais entendo porque algumas pessoas se recolhem para cuidar do jardim, ler um livro ou fazer longas caminhadas. Não é porque a vida ficou chata. É porque a paz se tornou valiosa.” (@passarinhos_no_telhado).

Conviver comigo mesmo é uma das prioridades que levo a sério.
Longe do ruído e do excesso de palavras, até o coração pulsa melhor. As ocupações que privilegiam a paz são muitas.
Por exemplo, há quem termine a tarde retirando folhas secas de um vaso.
O gesto não rende aplausos nem resolve os grandes assuntos do mundo, mas devolve à pessoa a alegria de estar onde está.
Depois de tantos compromissos, existe um consolo particular em acompanhar algo que cresce sem pressa.
Com o passar dos anos, podemos descobrir que nem todo convite precisa ser aceito e que uma hora tranquila tem um valor difícil de explicar. Já conhecemos o cansaço de estar em muitos lugares sem nos sentir presentes em nenhum.
Também sabemos quanto uma conversa serena pode oferecer mais companhia do que um ambiente cheio de vozes.
Essa descoberta não tem idade marcada.
Ela amadurece quando começamos a escutar o que nos faz bem e a reconhecer o preço de viver continuamente disponíveis. Cuidar da paz pode significar reservar tempo para ler, caminhar ou simplesmente deixar uma tarde acontecer sem preenchê-la por inteiro.
O recolhimento escolhido permite voltar aos encontros com mais atenção.
Há espaço para receber uma visita querida, ouvir uma história e perceber a beleza que passava despercebida.
Deus se deixa encontrar nessa intimidade simples com a existência.
A oração pode nascer enquanto molhamos a terra, como gratidão por ainda participar do movimento da vida.
As preocupações continuam existindo, mas já não precisam ocupar todos os cômodos do coração.
Aos poucos, aprendemos a deixar algumas delas do lado de fora enquanto descansamos.
A serenidade pede esse cuidado cotidiano, feito de escolhas pequenas e respeito pelos próprios limites.
Talvez, ao recordar o dia, não haja uma novidade extraordinária para contar.
Houve uma página que nos fez pensar, um caminho percorrido com calma, uma planta que precisava de água.
E isso pode ser suficiente para que a memória guarde uma tarde boa, dessas em que a vida parece finalmente caber no tempo que temos.

Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!



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