Na Fiep, Requião Filho propõe ICMS Zero.

O candidato ainda destacou a retomada do controle público da Copel e redução do “Custo Paraná”

FIEP/Assessoria/PortalEdsonValerio
Na Fiep, Requião Filho propõe ICMS Zero. Reprodução

Reduzir impostos para pequenos negócios, buscar energia mais barata para a indústria e estabelecer critérios públicos para a concessão de incentivos fiscais estão entre as propostas apresentadas por Requião Filho (PDT) durante encontro com lideranças industriais do Paraná.

O candidato ao Governo do Estado participou, na noite de ontem (25), de uma sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), durante a Expo + Indústria 2026, em Pinhais.

Diante de representantes do setor produtivo, Requião concentrou sua participação no que chamou de redução do “Custo Paraná”, relacionando o conceito aos gastos das empresas com tributação, energia, água, logística e pedágios.

ICMS Zero para micro e pequenas empresas

Na área tributária, uma das propostas destacadas pelo candidato foi a adoção de ICMS Zero para micro e pequenas empresas.

Requião Filho também defendeu redução do ICMS incidente sobre indústrias enquadradas no Simples Nacional, argumentando que diminuir a carga sobre empresas menores pode estimular investimentos, geração de empregos e crescimento da produção.

Outro ponto abordado foi a distribuição dos incentivos fiscais concedidos pelo Estado.

O candidato criticou a concentração de benefícios em grandes grupos econômicos e afirmou que empresas paranaenses precisam ter condições de competir pelos mesmos mecanismos oferecidos a companhias de fora do Estado.

Para ele, os incentivos precisam estar vinculados a contrapartidas objetivas, como geração de empregos, utilização de fornecedores locais, agregação de valor à produção e permanência dos investimentos no Paraná.

Regras públicas para incentivos fiscais

Requião Filho propôs a criação de uma espécie de carteira pública de oportunidades, permitindo que empresas interessadas conheçam previamente as condições para obter benefícios estaduais.

Na avaliação apresentada durante a sabatina, incentivo fiscal não deve depender de negociações individualizadas ou decisões tomadas sem publicidade.

A proposta é estabelecer requisitos claros para que diferentes empresas possam apresentar projetos e disputar benefícios em condições semelhantes.

Entre as contrapartidas defendidas estão a contratação de fornecedores paranaenses, quando possível, fortalecimento das cadeias produtivas locais e manutenção de empregos e investimentos no Estado.

Energia mais barata  na estratégia para indústria

A energia foi outro eixo central da participação do candidato.

Requião Filho voltou a defender a retomada do controle público da Copel e afirmou que o Estado deveria utilizar a política energética como instrumento para aumentar a competitividade da economia paranaense.

Entre as propostas estão investimentos em fontes como biogás, energia solar e eólica, além de sistemas de armazenamento por baterias.

O candidato também apresentou a possibilidade de criação de tarifas diferenciadas em determinados horários.

A ideia seria permitir que indústrias capazes de deslocar parte da produção para períodos de menor consumo de energia tenham acesso a preços mais baixos, reduzindo custos produtivos e aproveitando melhor a capacidade do sistema elétrico.

Pedágios no chamado “Custo Paraná”

Ao discutir os custos enfrentados pelo setor produtivo, Requião Filho incluiu os pedágios entre os componentes que, na avaliação dele, precisam ser observados pelo próximo governo.

A logística tem impacto direto sobre segmentos industriais e agroindustriais que dependem do transporte rodoviário para receber matéria-prima e levar produtos aos mercados consumidores e aos portos.

O candidato relacionou a redução desses custos à necessidade de melhorar também outras modalidades de transporte.

Requião quer ampliar acesso às ferrovias

Na área ferroviária, Requião Filho defendeu um modelo que permita maior utilização da malha por empresas e cooperativas de diferentes tamanhos.

Segundo ele, ampliar a infraestrutura ferroviária não será suficiente se o acesso ficar concentrado em poucos grupos econômicos.

A proposta apresentada prevê maior abertura da rede para o transporte de cargas de diferentes setores, com o objetivo de reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade da produção paranaense.

O candidato também apontou a necessidade de planejamento integrado entre rodovias, ferrovias e portos.

Dependência de poucos mercados externos preocupa candidato

Requião Filho também abordou as exportações. Ele defendeu a diversificação dos mercados internacionais atendidos pelas empresas do Paraná, reduzindo a dependência excessiva de poucos compradores.

Na avaliação do candidato, ampliar destinos para os produtos paranaenses diminuiria a exposição do Estado a crises econômicas, barreiras comerciais ou mudanças políticas em países específicos.

A estratégia estaria associada à expansão da capacidade logística e ao fortalecimento da indústria com maior valor agregado.

Uma porta de entrada para novos investimentos

Para diminuir a burocracia, Requião Filho apresentou a proposta de criar uma porta única de entrada para empresas interessadas em investir no Paraná.

O modelo teria atuação integrada entre a estrutura estadual de atração de investimentos e a Secretaria da Indústria e Comércio.

Em vez de o investidor procurar diferentes órgãos e enfrentar processos separados, cada projeto teria acompanhamento mais centralizado.

Segundo o candidato, a mudança permitiria reduzir sobreposição de exigências, acelerar decisões e dar maior previsibilidade ao empresário.

Segurança jurídica com regras iguais para empresas

A segurança jurídica também apareceu entre os temas da sabatina. Requião Filho afirmou que pretende estabelecer critérios objetivos e previamente conhecidos para empresas interessadas em instalar ou ampliar operações no Paraná.

A mesma lógica, segundo ele, deveria valer para incentivos fiscais, licenciamento e outras relações entre governo e iniciativa privada.

O candidato também mencionou mecanismos de mediação de conflitos, com participação de diferentes instituições, para evitar decisões concentradas e ampliar a transparência.

Na área ambiental, defendeu regras claras para os processos de licenciamento, conciliando a proteção ambiental com a necessidade de implantação e expansão de empreendimentos.

Educação técnica e empregos no interior

O desenvolvimento regional apareceu como outro ponto da apresentação.

Requião Filho defendeu investimentos em ensino técnico, educação profissionalizante e formação de mão de obra de acordo com as características econômicas das diferentes regiões paranaenses.

A proposta é associar qualificação profissional à atração de indústrias e agroindústrias para o interior.

Segundo o candidato, ampliar oportunidades de estudo e trabalho fora dos grandes centros pode permitir que jovens permaneçam em suas regiões, evitando a necessidade de mudança precoce para outras cidades em busca de emprego ou formação.

Fiep entrega documento com propostas para a indústria

Ao final da participação, Requião Filho recebeu do presidente do Sistema Fiep, Virgílio Moreira Filho, a proposta de Política Industrial do Paraná elaborada pela entidade.

O documento reúne sugestões relacionadas a temas como infraestrutura, energia, tributação, inovação, tecnologia, qualificação profissional, investimentos e redução da burocracia.

Durante o encontro, Requião Filho afirmou que pretende associar a atração de novos investimentos à redução dos custos de produção e ao planejamento do desenvolvimento do Paraná para as próximas décadas.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.