PF cumpre oito mandados de prisão

Operação da PF mira financiadores, lavagem de dinheiro e liderança de esquema transnacional de cigarros

Assessoria PF//PortalEdsonValerio
PF cumpre oito mandados de prisão Reprodução

A estrutura financeira por trás de uma organização criminosa com atuação transnacional entrou na mira da Polícia Federal nesta terça-feira (25).

A segunda fase da Operação Chrysós cumpre oito mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em diferentes estados do país.

No Paraná, as equipes atuam em Guaíra, Umuarama, Cascavel e Londrina. Também há diligências em Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul, e Barueri, em São Paulo.

A investigação está ligada a um esquema de produção e comercialização clandestina de cigarros, descoberto na primeira fase da operação.
Agora, a PF direciona os trabalhos principalmente para quem teria financiado a estrutura criminosa, para o núcleo suspeito de lavagem de dinheiro e para a localização do apontado líder da organização.
A segunda fase e as medidas judiciais foram confirmadas pela Polícia Federal.

Justiça manda bloquear patrimônio de 16 pessoas e empresas
Além das prisões e buscas, a ofensiva busca atingir diretamente os recursos utilizados pelo grupo.

Por determinação da Justiça Federal de Guaíra, foi autorizado o sequestro de bens móveis e imóveis pertencentes a 16 pessoas físicas e jurídicas investigadas.

As medidas incluem ainda:

8 mandados de prisão preventiva

7 mandados de busca e apreensão domiciliar

Sequestro de bens de 16 pessoas físicas e jurídicas

Sequestro de um imóvel em Itapema, Santa Catarina

Sequestro de veículos encontrados na posse dos investigados

Cancelamento de 1 CPF

Cancelamento de 7 CNPJs

Segundo a PF, a estratégia nesta etapa é avançar sobre a sustentação financeira e operacional da organização, atingindo tanto os investigados quanto empresas e patrimônio supostamente ligados ao esquema.
Primeira fase encontrou fábrica clandestina em Ourinhos
A Operação Chrysós começou em julho de 2025, quando uma fábrica clandestina de cigarros foi desmantelada em Ourinhos, no interior de São Paulo.

Naquela ação, realizada em conjunto pela Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego, 14 trabalhadores paraguaios foram encontrados em condições análogas à escravidão dentro da estrutura clandestina.

As investigações apontaram que os estrangeiros haviam sido recrutados no Paraguai e trazidos ao Brasil. Conforme o Ministério Público do Trabalho, eles enfrentavam jornadas que chegavam a 14 horas por dia, sem descanso semanal adequado e em condições precárias de alojamento e trabalho.

A descoberta da fábrica permitiu aos investigadores avançar sobre outros integrantes da estrutura, chegando ao grupo que, segundo a apuração, teria garantido financiamento, manutenção e movimentação dos recursos provenientes das atividades ilícitas.

Paraná concentra maior número de cidades atingidas

Dos seis municípios onde há cumprimento de mandados de busca nesta terça-feira, quatro ficam no Paraná: Guaíra, Umuarama, Cascavel e Londrina.

A escolha de Guaíra também está diretamente ligada à investigação. Foi a Justiça Federal do município que expediu as ordens judiciais utilizadas nesta segunda etapa.

A Polícia Federal não divulgou, inicialmente, os nomes dos investigados nem detalhou quantos mandados foram destinados a cada uma das cidades.

A Operação Chrysós 2 segue com o objetivo de identificar os responsáveis pelo financiamento do esquema, desarticular o núcleo de lavagem de dinheiro e alcançar a principal liderança da organização criminosa investigada.




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