Homem sugeriu fuzilamento das filhas de Flávio Bolsonaro.
Comentário sobre execução das filhas de Flávio Bolsonaro provoca demissão de funcionário em Santa Catarina
Reprodução Redes Sociais. A empresa catarinense de tecnologia Intelbras confirmou, nesta quinta-feira (29), o desligamento de Caio Anjo Fernandes, após a repercussão de uma publicação em que o então funcionário sugeriu o fuzilamento das duas filhas do senador Flávio Bolsonaro (PL), de 12 e 14 anos. O comentário foi feito na quarta-feira (28), na rede social X, em resposta a uma postagem sobre as adolescentes.
Na mensagem, Fernandes escreveu: “Protocolo Romanov nelas sem mais delongas”.
A expressão foi interpretada por usuários da plataforma como uma referência à execução da família imperial russa, ocorrida em julho de 1918, quando o czar Nicolau II, sua esposa Alexandra e os cinco filhos do casal foram mortos por forças bolcheviques em Ecaterimburgo, na Rússia.
A publicação provocou críticas e cobranças dirigidas à Intelbras, empresa com sede em São José, na Região Metropolitana de Florianópolis. Internautas passaram a questionar a companhia sobre a conduta do funcionário.
Intelbras confirma desligamento e divulga nota
Após a repercussão, a empresa utilizou seu perfil oficial na rede social X para informar que Caio Anjo Fernandes não fazia mais parte do quadro de colaboradores.
“A Intelbras informa que o profissional envolvido em publicações recentes em redes sociais não integra mais o quadro de colaboradores da companhia. Reafirmamos nosso compromisso com a ética, o respeito e os princípios estabelecidos em nosso Código de Ética e Conduta”, declarou a empresa.
O comunicado foi divulgado na quinta-feira (29), um dia depois da publicação atribuída ao ex-funcionário.
A Intelbras não detalhou as condições trabalhistas do desligamento.
Referência à família Romanov provocou repercussão
A mensagem que desencadeou o episódio mencionava a dinastia Romanov, que governou a Rússia por mais de três séculos, até a queda da monarquia em 1917.
Na madrugada de 17 de julho de 1918, o ex-imperador Nicolau II, a ex-imperatriz Alexandra e seus cinco filhos foram executados em uma residência na cidade de Ecaterimburgo.
A referência ao episódio histórico apareceu na resposta de Fernandes a uma publicação sobre as filhas de Flávio Bolsonaro, durante a repercussão da viagem do senador e de sua família aos Estados Unidos.
A manifestação ganhou circulação nas redes sociais e resultou em cobranças públicas à empresa, que anunciou o desligamento do profissional no dia seguinte.
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