Operação do MP mira policial suspeito de corrupção.

Policial militar é afastado em Umuarama suspeito de desviar cigarros apreendidos do contrabando

GAECO/Assessoria/Edson Valério
Operação do MP mira policial suspeito de corrupção. MP-PR/Gaeco

A suspeita de que um policial militar tenha desviado parte de uma carga de cigarros contrabandeados para recompensar um informante ligado ao crime organizado levou a Justiça Militar a determinar seu afastamento das funções em Umuarama, no Noroeste do Paraná.

O policial, lotado no 25º Batalhão da Polícia Militar, é investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar.

A investigação resultou na Operação San Marino, deflagrada na manhã desta sexta-feira (23 de outubro).

Segundo o Ministério Público, o policial teria recebido informações privilegiadas de um integrante de organização criminosa sobre uma carga de cigarros paraguaios. Com esses dados, teria realizado a apreensão dos produtos. A suspeita é de que, posteriormente, parte da mercadoria apreendida tenha sido desviada como forma de pagamento pelas informações recebidas.

Justiça afasta policial e determina apreensão de equipamentos

Durante a operação, os investigadores cumpriram um mandado de busca e apreensão, um mandado de busca pessoal e uma ordem judicial de afastamento das funções públicas. As medidas foram autorizadas pela Vara da Justiça Militar Estadual.

As equipes recolheram aparelhos eletrônicos, documentos e anotações, materiais que serão submetidos à perícia para auxiliar na apuração das suspeitas. Também foram recolhidos a arma funcional, o fardamento e outros equipamentos operacionais fornecidos pela Polícia Militar ao investigado.

Investigação envolve quatro suspeitas criminais

O Gaeco apura possíveis crimes de organização criminosa, corrupção passiva, prevaricação e facilitação de contrabando ou descaminho.

A operação recebeu o nome San Marino, em referência a uma marca de cigarros paraguaios relacionada à carga que está no centro da investigação. O policial permanece afastado das funções por determinação judicial, enquanto o Ministério Público e a Corregedoria da PM analisam os materiais apreendidos e aprofundam as investigações.

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