85% defendem retirar do presidente a escolha de ministros do Supremo

Pesquisa aponta que 85% dos brasileiros querem mudar a forma de indicação dos ministros do STF

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85% defendem retirar do presidente a escolha de ministros do Supremo Imagem: Rosinei Coutinho/STF

A forma de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é rejeitada por uma ampla parcela dos brasileiros ouvidos pelo instituto Real Time Big Data.
Pesquisa divulgada nesta terça-feira (20 de outubro) aponta que 85% dos entrevistados defendem retirar do presidente da República a prerrogativa de indicar os integrantes da Corte.
O levantamento também identificou apoio à mudança entre eleitores dos dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial, marcado para este domingo (25).
Entre os entrevistados que declaram voto no senador Flávio Bolsonaro (PL), 89% são favoráveis à alteração.
No grupo que manifesta preferência pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o percentual chega a 81%.
Os resultados mostram que a proposta encontra apoio nos dois segmentos do eleitorado, embora os percentuais sejam diferentes.
Pesquisa mostra apoio à mudança nos dois grupos de eleitores

Lula também admite discutir outro modelo de escolha
A possibilidade de modificar o atual sistema já foi mencionada pelo presidente do PT, Edinho Silva.
Em entrevista concedida no início de outubro, Edinho afirmou que Lula é favorável a discutir uma mudança na indicação dos ministros do Supremo.
Entre as alternativas mencionadas está a participação da sociedade civil no processo de escolha, embora não tenham sido apresentados detalhes sobre como funcionaria o novo modelo.
Atualmente, a Constituição estabelece que os ministros do STF sejam indicados pelo presidente da República e tenham seus nomes submetidos à aprovação do Senado Federal.
A substituição desse sistema exigiria uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Próximo presidente poderá fazer novas indicações ao Supremo
A discussão sobre o modelo de escolha ocorre às vésperas do segundo turno presidencial e em um período de mudanças previstas na composição do STF.
Os ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia deverão atingir a idade de aposentadoria compulsória durante o mandato presidencial de 2027 a 2030.
O ministro Gilmar Mendes também completará 75 anos, mas somente no fim de 2030.
Além dessas futuras aposentadorias, o Supremo tem uma vaga aberta desde a saída de Luís Roberto Barroso, em 2025.
O presidente Lula tentou preencher essa cadeira com a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, mas o nome não obteve aprovação do Senado.
A próxima eleição presidencial será decidida neste domingo, 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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