Gaeco mira corrupção dentro da própria policia.
Operação Merx prende quatro policiais e investiga esquema de propina de R$ 2,35 milhões
Reprodução O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público de São Paulo, deflagrou nesta sexta-feira (28) a Operação Merx, que investiga um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo policiais civis da Grande São Paulo.
A ação conta com apoio da Corregedoria da Polícia Civil e mira um grupo suspeito de cobrar propina para permitir a circulação de mercadorias eletrônicas de origem estrangeira introduzidas irregularmente no país.
A Justiça determinou a prisão preventiva de sete investigados.
Entre os alvos estão quatro policiais civis, um advogado e duas pessoas apontadas como responsáveis pelo pagamento das vantagens indevidas aos agentes públicos.
Além das prisões, um investigador foi afastado das funções e proibido de manter contato com investigados e testemunhas.
Policiais cobrariam até 70% do valor das mercadorias
Segundo o Ministério Público, os policiais investigados exigiriam valores equivalentes a aproximadamente 70% do preço das mercadorias para deixar de apreender completamente os produtos ou devolver parte dos lotes de eletrônicos.
As investigações apontam que a cobrança estaria relacionada a produtos estrangeiros que entraram irregularmente no Brasil.
Somados, os valores que teriam sido exigidos no esquema chegam a aproximadamente R$ 2,35 milhões.
Mandados são cumpridos em três estados
A Operação Merx cumpre mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos estados de São Paulo, Paraná e Goiás, além de unidades da própria Polícia Civil.
A Justiça também autorizou a quebra do sigilo telemático dos investigados, medida que permite aos investigadores acessar dados digitais relacionados à apuração.
Outro ponto determinado judicialmente foi o sequestro e bloqueio de bens, com limite de até R$ 4 milhões.
A operação busca reunir novas provas sobre a estrutura do grupo, a movimentação financeira e a participação individual dos investigados.
As acusações ainda estão sob investigação e os envolvidos terão direito à defesa e ao devido processo legal.
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