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Maringá,26/06/2026

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Vereador investigado por suspeita de rachadinha.

Comissão Processante decide seguir com apuração contra vereador

José Marcos Lopes/PortalEdsonValerio
Vereador investigado por suspeita de rachadinha. Foto: Carlos Costa/C.Municipal de Curitiba

A Comissão Processante da Câmara Municipal de Curitiba decidiu manter em andamento o processo contra o vereador Lórens Nogueira, do PP, investigado por suspeita de prática de rachadinha.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira (24), após análise do parecer apresentado pelo relator, vereador Da Costa, do Podemos, que se manifestou pelo prosseguimento da apuração.
O voto foi acompanhado pelo presidente da Comissão, Serginho do Posto, do PSD, e pela vereadora Meri Martins, do Republicanos. Com isso, o caso avança dentro da Câmara. Novas reuniões estão previstas para os dias 1º e 2 de julho. O depoimento de Lórens Nogueira foi marcado para o dia 6 de julho.
Operação do Gaeco apreendeu dinheiro
Lórens Nogueira foi alvo de uma operação do Gaeco, grupo do Ministério Público do Paraná que atua no combate ao crime organizado, no dia 26 de maio.
Na ação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal de Curitiba e em endereços ligados ao parlamentar. Durante as diligências, foram apreendidas duas malas com dinheiro, com valor estimado em pelo menos R$ 100 mil.
A investigação apura a suspeita de rachadinha, prática em que parte do salário de servidores comissionados seria devolvida ao agente político.
Vídeo motivou representação
O processo na Câmara teve início após representação apresentada pelo Partido Novo. O pedido foi protocolado depois da divulgação de um vídeo em que Lórens aparece recebendo dinheiro de uma suposta funcionária. A Corregedoria da Câmara analisou o caso e recomendou a cassação do mandato. No dia 1º de junho, o plenário decidiu instalar a Comissão Processante para dar andamento à apuração.
Após a repercussão do caso, Lórens Nogueira também renunciou à presidência do Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba.
Defesa nega irregularidades
O vereador nega qualquer irregularidade. Segundo a versão apresentada por ele, o vídeo mostra o momento em que a funcionária pagava uma parcela de uma dívida. A Comissão Processante ainda não julgou o mérito final do caso. O parlamentar terá oportunidade de apresentar defesa, prestar depoimento e acompanhar as demais etapas do processo. Ao final da apuração, a Câmara decidirá se arquiva o caso ou se aplica punição ao vereador, que pode chegar à cassação do mandato.




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