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Maringá,26/06/2026

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Terremotos deixam mais de 900 mortos.

Terremotos devastam a Venezuela, deixam centenas de mortos e mobilizam ajuda internacional

AFP (AGENCIA FRANCE PRESS)
Terremotos deixam mais de 900 mortos. Reprodução REUTERS

Venezuela enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente após dois fortes terremotos atingirem o país na noite de quarta-feira (24). O balanço mais recente divulgado por autoridades venezuelanas aponta 920 mortos e mais de 3,3 mil feridos.
As equipes de emergência seguem trabalhando em áreas destruídas, principalmente na região norte do país, onde ficam Caracas e cidades costeiras severamente atingidas pelos tremores.
Os abalos provocaram o desabamento de edifícios, danos em vias, interrupções em serviços públicos e deixaram milhares de famílias em situação de desespero.
As autoridades informam que o número de vítimas ainda pode aumentar, já que há pessoas presas sob escombros e muitos desaparecidos.
Dois terremotos em sequência
Os tremores foram registrados com intervalo inferior a um minuto. Segundo informações divulgadas por órgãos internacionais de monitoramento, os abalos tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5. A combinação entre alta magnitude, baixa profundidade e áreas densamente povoadas ampliou o poder de destruição. Especialistas explicam que terremotos rasos tendem a ser sentidos com mais intensidade na superfície, aumentando o risco de colapso de construções.
A região de La Guaira, próxima à capital Caracas, aparece entre as mais atingidas. Cidades costeiras também registraram destruição, desabamentos e danos estruturais graves.
Busca por sobreviventes continua
As operações de resgate seguem em ritmo intenso. Bombeiros, militares, socorristas, voluntários e equipes internacionais trabalham para localizar sobreviventes sob os escombros.
O presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, informou que ainda há pessoas presas em estruturas destruídas. Também foram registrados centenas de prédios com danos severos ou completamente destruídos.
Moradores passaram a organizar listas e grupos de busca para tentar localizar familiares e amigos desaparecidos. Nas redes sociais, circulam relatos de pessoas pedindo ajuda, imagens de bairros destruídos e vídeos de equipes tentando retirar vítimas dos escombros.
Brasil envia avião da FAB com ajuda
O Brasil enviou nesta sexta-feira (26) uma aeronave da Força Aérea Brasileira com ajuda humanitária para apoiar as operações na Venezuela. A missão reúne bombeiros, agentes da Defesa Civil Nacional, equipes especializadas em busca e salvamento, cães farejadores e equipamentos para atuar em áreas de desabamento. Além das equipes, o avião levou mais de quatro toneladas de ajuda, incluindo materiais essenciais para apoio às vítimas e suporte às ações emergenciais.
O envio brasileiro se soma à mobilização internacional formada por países que anunciaram apoio logístico, equipes de resgate, profissionais de emergência e assistência humanitária.
Ajuda internacional começa a chegar
Diversos países começaram a enviar equipes e recursos para reforçar o atendimento às vítimas. A chegada de grupos estrangeiros é considerada essencial diante da dimensão da tragédia e das dificuldades enfrentadas pelas autoridades locais. As operações são complexas. Além dos desabamentos, há vias bloqueadas, áreas sem energia, dificuldades de comunicação e risco de novas réplicas.
Em situações como essa, as primeiras 72 horas são consideradas decisivas para localizar sobreviventes com vida sob os escombros.
Infraestrutura foi duramente atingida
Os terremotos deixaram danos em prédios residenciais, unidades públicas, vias urbanas e estruturas de transporte. O Aeroporto Internacional de Caracas chegou a ter operações afetadas por causa dos prejuízos provocados pelos tremores. Hospitais também passaram a receber grande volume de feridos, o que aumentou a pressão sobre o sistema de saúde venezuelano.
As autoridades decretaram medidas de emergência e seguem avaliando a extensão dos prejuízos.
Tragédia ainda pode crescer
O balanço oficial continua provisório. A cada nova área acessada pelas equipes, surgem relatos de mais vítimas, desaparecidos e estruturas comprometidas. Organismos internacionais alertam que a combinação entre destruição urbana, grande número de desaparecidos e dificuldades de acesso pode fazer o número de mortos subir nos próximos dias. A tragédia mobiliza a comunidade internacional e coloca a Venezuela diante de um desafio humanitário de grandes proporções.




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