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Maringá,26/06/2026

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Docentes da UEM criticam governo do Paraná.

Sindicato dos professores da UEM repudia negativa do governo em negociar carreira e salários

Sesduem/PortalEdsonValerio
Docentes da UEM criticam governo do Paraná. Reprodução

O Comando Sindical dos Docentes da Universidade Estadual de Maringá manifestou repúdio à decisão do Governo do Paraná de não atender às reivindicações apresentadas pela categoria e de não apresentar uma contraproposta às demandas dos professores das universidades estaduais.
A manifestação foi divulgada nas redes sociais pelo Sesduem, sindicato que representa os docentes da UEM.
No posicionamento, a entidade critica a condução das campanhas salariais do funcionalismo público estadual nos últimos anos e aponta perdas acumuladas, distorções entre carreiras e falta de valorização dos servidores.
Segundo o sindicato, a política adotada pelo governo tem sido marcada pela negação da data-base, reposições inflacionárias consideradas insuficientes e alterações pontuais em carreiras específicas.
Categoria cobra valorização da carreira docente
Entre as reivindicações apresentadas pelas seções sindicais estão a equiparação do piso salarial da carreira docente ao piso nacional do magistério da educação básica e a incorporação da classe de professor titular à carreira. De acordo com o Sesduem, essas pautas são defendidas pelas assembleias docentes das universidades estaduais do Paraná e seguem orientações do ANDES-SN, Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior.
A entidade afirma que as propostas buscam enfrentar distorções históricas acumuladas ao longo dos últimos anos e recuperar condições mínimas de valorização do magistério superior.
Sindicato critica atuação da APIESP e da SETI
O comunicado também critica a atuação da APIESP, associação que reúne instituições estaduais de ensino superior, e da SETI, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Segundo o Sesduem, em vez de apoiar as reivindicações aprovadas nas assembleias docentes, a APIESP teria elaborado uma proposta diferente da defendida pelas entidades sindicais, posteriormente endossada pela SETI.
A proposta, conforme o sindicato, substituiu a reivindicação de alteração do piso salarial pela criação de novos níveis na carreira, como o Auxiliar B e o Associado D, vinculando essas mudanças ao projeto de regulamentação do acesso à classe de professor titular.
Para as seções sindicais, a regulamentação do acesso à classe de titular seria uma correção de distorção interna da carreira e não deveria ser confundida com pautas salariais.
Impacto seria menor, segundo docentes
O Sesduem afirma que a proposta aprovada nas assembleias docentes representaria uma recomposição salarial estimada em cerca de 43%. Já a proposta encaminhada pela APIESP ao governo teria impacto aproximado de 3%, segundo avaliação do comando sindical.
A entidade também critica o fato de a proposta alternativa excluir docentes graduados, grupo que, conforme o sindicato, ainda representa número significativo entre aposentados.
Na avaliação das seções sindicais, houve rebaixamento das reivindicações construídas coletivamente pela categoria.
Governo não apresentou contraproposta
O sindicato informa que, em reunião com a Casa Civil, a proposta de alteração do piso foi apresentada ao governo, que teria se comprometido a avaliar os cálculos de impacto e a possibilidade de implementação.
No entanto, conforme o Sesduem, após adiamentos e protelações, já perto do prazo para envio de projetos à Assembleia Legislativa do Paraná, o governo comunicou que não atenderia nenhuma das reivindicações apresentadas pelas seções sindicais.  A entidade afirma que a negativa demonstra falta de interesse político em negociar valorização do trabalho docente e melhoria salarial.
Mobilização deve continuar
Diante do impasse, o comando sindical defende que a mobilização da categoria seja intensificada para enfrentar o que classifica como precarização das condições de trabalho e arrocho salarial nas universidades estaduais. Para os docentes, o debate envolve não apenas remuneração, mas também valorização do ensino superior público, fortalecimento das universidades estaduais e respeito às deliberações aprovadas pelas assembleias da categoria.
Até o momento, o texto divulgado pelo sindicato não apresenta uma manifestação direta do Governo do Estado sobre as críticas. O espaço permanece aberto para posicionamento oficial.




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