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Maringá,03/06/2026

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5 minutos de oração reduzem dor e ansiedade

Sessão de oração foi comparada com música suave entre 180 voluntários de uma pesquisa americana

Annals of Family Medicine/
5 minutos de oração reduzem dor e ansiedade Foto: Unsplash

Uma sessão de cinco minutos de oração foi associada a uma redução na dor e na ansiedade em pacientes da atenção primária em um novo estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos.

No trabalho, publicado na revista científica Annals of Family Medicine, 180 pacientes de uma clínica da família que relatavam dor clinicamente significativa, igual ou acima de 4 numa escala de 0 a 10, foram aleatoriamente divididos em dois grupos após a consulta médica.
O primeiro recebeu cinco minutos de oração intercessória, prática em que uma pessoa treinada faz uma breve oração presencial em favor de outra pessoa, com o seu consentimento, com o objetivo de oferecer apoio espiritual e emocional.
Já o segundo grupo passou por uma sessão de cinco minutos de música suave como controle, ou seja, para comparação dos desfechos.
Os pacientes foram acompanhados após duas e seis semanas da consulta.
Os participantes do grupo da oração relataram reduções significativamente maiores da dor imediatamente após a sessão e no acompanhamento de duas semanas em comparação com o grupo da música.
Após seis semanas, a diferença não foi estatisticamente significativa.
Eles também apresentaram reduções significativamente maiores nos escores de ansiedade imediatamente após o tratamento, efeito que persistiu após duas e seis semanas da sessão.
Os participantes negros foram os que relataram reduções maiores tanto na dor quanto na ansiedade após a oração.
“A oração intercessória proximal foi segura, eficaz e bem recebida como tratamento complementar para dor e ansiedade. Pode ser um complemento de baixo custo, não farmacológico e eficaz ao cuidado padrão, com relevância particular para populações em situação de vulnerabilidade”, afirma a autora principal do estudo Katherine Jacobson, professora de Medicina de Família e Comunitária na Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, em comunicado. Joshua W. Brown, coautor do estudo, professor de Ciências Psicológicas e do Cérebro na Universidade de Indiana e diretor e cofundador do Global Medical Research Institute, acrescentou que a intervenção de oração foi eficaz independentemente da fé ou da ausência de fé do paciente.






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