Polícia fecha cerco contra suspeito “Dog Dog”.
Suspeito do desaparecimento de Sttela e Letycia segue foragido e pode estar no Noroeste do Paraná
Reprodução A Polícia Civil do Paraná identificou uma possível nova localização de Clayton Antonio da Silva Cruz, apontado como o principal suspeito no caso do desaparecimento das primas Sttela Dalva Melegari Almeida e Letycia Garcia Mendes, ambas de 18 anos. Conhecido pelos apelidos “Dog Dog” e “Sagaz”, Clayton está foragido desde o dia 29 de abril, quando a Justiça decretou sua prisão. Agora, investigadores trabalham para confirmar informações que indicam que ele pode estar na região Noroeste do Paraná.
Suspeito foi visto com as jovens antes do desaparecimento
Segundo a investigação, Clayton foi visto pela última vez na companhia das duas jovens na madrugada do dia 21 de abril. Os três teriam chegado juntos a uma balada no interior do Estado.
Depois disso, Sttela e Letycia desapareceram sem deixar rastros. O suspeito também sumiu logo em seguida, o que reforçou a linha de investigação da Polícia Civil.
As equipes passaram a analisar imagens, rastros de deslocamento e informações repassadas por policiais de diferentes cidades para tentar reconstruir o caminho feito pelo investigado após o desaparecimento.
Polícia apura possível rede de apoio
As autoridades acreditam que Clayton possa estar tentando escapar da prisão com ajuda de conhecidos.
A suspeita é de que ele tenha abandonado a caminhonete usada na noite em que esteve com as jovens e passado a utilizar outros meios de transporte para dificultar a localização.
De acordo com a apuração, o investigado já possuía antecedentes criminais por tráfico de drogas, porte ilegal de arma e roubo. Ele também teria usado identidade falsa para dificultar sua identificação na região de Cianorte.
Segundo a policia, ele estaria tentando levantar dinheiro para deixar o Paraná desde que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça no fim de abril.
De acordo com relatos obtidos durante a investigação, Clayton teria procurado um agiota em Mandaguari, no norte do estado, para pedir um empréstimo de R$ 25 mil. A suspeita é de que o valor seria usado para facilitar uma possível fuga.
A Polícia Civil apura a informação e tenta descobrir se o homem recebeu ajuda financeira ou apoio de terceiros durante o período em que está foragido.
As autoridades também analisam movimentações recentes feitas pelo suspeito em cidades da região noroeste do Paraná. Além disso, moradores afirmam ter visto Clayton circulando de moto no domingo (11), Dia das Mães, pelo Jardim Boa Vista, bairro onde ele nasceu.
Uma testemunha contou que reconheceu o suspeito passando rapidamente pela rua.
Celulares ajudaram a orientar buscas
Outro ponto importante da investigação envolve os celulares das vítimas. Conforme informações apuradas pela Polícia Civil, os sinais dos aparelhos indicaram deslocamento em direção a Porto Rico após a passagem pela boate.
O celular de Letycia teria sido desligado intencionalmente. Já o aparelho de Sttela ficou sem bateria durante o trajeto. Esses dados ajudaram os investigadores a delimitar possíveis áreas por onde o suspeito pode ter passado e reforçaram a mobilização das equipes de busca.
Linha principal é de duplo homicídio
A principal linha de investigação continua sendo a de duplo homicídio, embora outras hipóteses ainda não tenham sido descartadas pelas autoridades. Equipes da força-tarefa seguem mobilizadas para localizar Clayton Antonio da Silva Cruz e esclarecer o que aconteceu com as duas jovens.
Polícia pede ajuda da população
A Polícia Civil pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Clayton seja repassada de forma anônima pelos telefones 181, 190 ou 197.
Enquanto as buscas continuam, familiares de Sttela e Letycia seguem aguardando respostas sobre um caso que já dura mais de três semanas e permanece cercado de mistério e angústia.

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