Gaeco investiga fraude em falsas clínicas.
Suspeita de fraude em atendimentos pelo SUS coloca duas profissionais sob investigação
Reprodução Uma operação conjunta entre o Ministério Público do Paraná, através do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), e as polícias Civil e Militar, colocou sob lupa um esquema de fraude em clínicas médicas na região Sudoeste do estado.
A investigação aponta que estabelecimentos de saúde estariam falsificando documentos e assinaturas para viabilizar o atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e garantir repasses financeiros.
Segundo detalhes fornecidos pelo delegado do GAECO, Nilmar Manfrin, o esquema consistia na utilização indevida de nomes de profissionais especializados, sem que eles tivessem qualquer vínculo com as clínicas. Em muitos casos, os tratamentos eram realizados por pessoas sem a qualificação técnica exigida, mas registrados como se tivessem sido feitos por especialistas.
Em entrevista detalhada sobre a operação que abalou a região Sudoeste, o delegado do GAECO, Nilmar Manfrin, explicou o modus operandi das clínicas investigadas por fraudes em tratamentos para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo o delegado, a investigação identificou uma grave manipulação de documentos para garantir repasses financeiros e a manutenção de contratos.
De acordo com o delegado Manfrin, o esquema consistia em incluir, nos prontuários e guias de atendimento, nomes e assinaturas de profissionais especializados — como psicólogos e terapeutas ocupacionais — que sequer tinham conhecimento de que seus dados estavam sendo utilizados. "Identificamos que profissionais que nunca pisaram nessas clínicas tinham seus nomes usados para validar atendimentos feitos por pessoas sem a devida formação técnica", afirmou o delegado.
Além da falsificação documental, a autoridade destacou que a maior preocupação do Ministério Público e das forças de segurança é o prejuízo ao desenvolvimento das crianças.
Ao serem atendidas por indivíduos não qualificados, o tratamento terapêutico torna-se ineficaz, configurando não apenas um crime financeiro contra o sistema de saúde, mas uma violação dos direitos dos pacientes. Documentos e computadores apreendidos agora passam por perícia para identificar o volume total dos recursos desviados. No áudio abaixo, você pode ouvir mais detalhes com o delegado do Gaeco, Nilmar Manfrin
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