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Maringá,27/02/2026

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Cláudia Gusmão, uma general no Exército!

Em 400 anos de história, será a primeiro mulher a assumir este posto no Exército Brasileiro

Giovanna Sfalsin/C.Brasiliense.
Cláudia Gusmão, uma general no Exército! Foto: Divulgação / Exército Brasileiro

A indicação da coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho ao generalato marca um momento inédito nos quase 400 anos de história do Exército Brasileiro.
Se confirmada por decreto do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva, ela se tornará a primeira mulher a alcançar o posto de oficial-general na instituição, rompendo uma barreira histórica em uma força que só passou a admitir mulheres em seus quadros permanentes nos anos 1990.
Casada com o general de divisão Jorge Augusto Ribeiro Cacho e mãe de duas filhas, Cláudia construiu a carreira em um período de início da integração da presença feminina nas Forças Armadas. Pernambucana do Recife, Cláudia tem 57 anos e é médica pediatra.
Ingressou nas fileiras do Exército em 30 de janeiro de 1996, inicialmente como oficial temporária no então 42º Batalhão de Infantaria Motorizada, em Goiânia. Dois anos depois, concluiu o Curso de Formação de Oficiais Médicos na Escola de Saúde do Exército, consolidando a carreira na área de saúde militar.
Formada em Medicina pela Universidade de Pernambuco (UPE), fez residência em Pediatria no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (IMIP) e acumulou especializações na área de gestão.
Possui pós-graduação em Administração Hospitalar e MBA em Gestão Estratégica de Saúde pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Ao longo de quase três décadas de carreira, ocupou cargos estratégicos na estrutura de saúde do Exército. Foi chefe do Escalão de Saúde do Comando da 1ª Região Militar, subdiretora de Legislação e Perícias Médicas da Diretoria de Saúde e chefiou a Divisão de Perícias Médicas da Inspetoria de Saúde do Comando Militar do Nordeste. Também atuou como adjunta da Inspetoria de Saúde do Comando da 9ª Região Militar.
No comando, dirigiu o Hospital de Guarnição de Natal e o Hospital Militar de Área de Campo Grande, duas unidades consideradas estratégicas na rede hospitalar da Força. Mais recentemente, exerceu a função de subdiretora técnica do Hospital Central do Exército, no Rio de Janeiro.
Na formação militar, concluiu o Curso de Aperfeiçoamento na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO), em 2007, e o Curso de Comando e Estado-Maior de Serviços na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), em 2013.
Entre as condecorações recebidas estão a Medalha Militar de Prata, a Medalha do Pacificador, a Medalha Marechal Hermes de Bronze com uma Coroa, a Medalha Marechal Osório – O Legendário e a Ordem do Mérito Militar no grau de Oficial, além do Distintivo de Comando Dourado.
A promoção, aprovada em votação secreta pelo Alto-Comando do Exército, depende agora de formalização pelo Palácio do Planalto.
Em 2025, o Exército Brasileiro promoveu, pela primeira vez, mulheres à graduação de subtenente, consolidando a presença feminina no topo da carreira das praças.
As militares integravam a turma pioneira de 2002, formada por 16 mulheres e quatro homens.
No mesmo ano, a Força passou a se preparar para outro marco: o ingresso das primeiras mulheres soldados no Serviço Militar. Ao todo, 33.720 mulheres se alistaram em 2025, e 1.010 devem ser incorporadas ao Exército em 2 de março de 2026, ampliando a participação feminina na instituição.





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