JOTAPÊ
Covardia
A Tragédia de Itumbiara, em Goiás, que culminou na morte de duas crianças, após a descoberta de uma traição conjugal, provocou comoção nacional e um debate inquietante nas redes sociais.
O pai, depois de receber provas da infidelidade da esposa, atirou contra os dois filhos e depois tirou a própria vida. Enquanto o país tenta entender o que levou ao desfecho, parte da opinião pública direciona a culpa à mãe.
Na análise do psicanalista, Fernando Segredo, o caso não se explica por amor, mas por posse. " Ele não agiu por dor, agiu por posse. Quando a gerida narcísica é grande demais e o sujeito nunca trabalhou as próprias emoções, o inconsciente assume o comando.
Segundo Fernando, quando isso acontece, a razão perde espaço para impulsos destrutivos. Ele ainda questiona diretamente a ideia de que a traição poderia justificar o desfecho.
" Quem ama protege. Quem Ama Cuida. Tirar a vida de duas crianças que não tinham nada a ver com o conflito conjugal tem qual objetivo", disse.
" Traição não é sentença de morte. Frustração não é justificativa para violência".
Thales Naves Alves Machado, matou os filhos, Benício Araújo Machado, de 8 anos e Miguel Araújo Machado de 12 anos.
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