CBV recorre ao STF para atleta jogar em Londrina.
A atleta trans do Osasco Vôlei, nao pode jogar em Londrina. CBV recorre.
Tiffany, do Osasco Vôlei/ Reprodução A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a participação da atleta Tiffany, jogadora do Osasco Vôlei, na Copa Brasil de Vôlei, competição oficial da CBV que tem início nesta sexta-feira (27) no ginásio Moringão, em Londrina.
A medida foi tomada após a Câmara de vereadores de Londrina aprovar em regime de urgência na tarde de quinta-feira (26) um requerimento movido pela vereadora Jessicão que pede o cumprimento de uma lei aprovada em 2024 pelo legislativo municipal prevendo a proibição de atletas transexuais em competições esportivas na cidade. O requerimento foi aprovado por 12 votos favoráveis e 4 contrários.
Tiffany atua como oposta do Osasco Vôlei desde 2021, e em 2025 foi a primeira atleta trans a disputar a Superliga A feminina, a elite do vôlei nacional.
A Confederação Brasileira de Vôlei mantém uma política própria para o tema, seguindo parâmetros da Federação Internacional de Medicina do Esporte (FIMS). A lei citada pela vereadora Jessicão foi aprovada em 2024 pelo legislativo, mas não foi sancionada pelo então prefeito Marcelo Belinati. O projeto então voltou à Câmara e foi promulgado pelo presidente Emanoel Gomes, em 26 de abril daquele ano.
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