Mendonça diz que Vorcaro fala se quiser na CPMPI
Isso mesmo. André Mendonça também determinou que o dono do Master não é obrigado a prestar depoimentos à CPMI e à CAE
Reprodução MASTER/ O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (19/2) que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não poderá viajar a Brasília em uma avião particular, caso ele decida depor em duas comissões do Congresso Nacional.
Na decisão, Mendonça afirmou que Vorcaro poderá somente se deslocar à capital federal em uma aeronave comercial ou em um voo conduzido pela Polícia Federal. O encaminhamento adotado pelo ministro havia sido adiantado pela coluna Igor Gadelha, do Metrópoles.
Investigado por fraude financeira, o banqueiro é aguardado na próxima semana para prestar depoimentos na CPMI do INSS e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações do caso Master.
Vorcaro foi preso em 17 de novembro durante uma operação da Polícia Federal que mirou o Master. Ele foi transferido para prisão domiciliar quase duas semanas depois. Por causa disso, cabe ao STF decidir se ele pode deixar a residência.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, solicitou ao STF que Vorcaro pudesse viajar a Brasília em um jatinho. Segundo ele, a própria defesa do banqueiro havia sugerido o uso da aeronave particular para facilitar o deslocamento.
Na decisão desta quinta, além de determinar que Daniel Vorcaro não poderá viajar em aeronave privada, André Mendonça também determinou que o dono do Master não é obrigado a prestar depoimentos à CPMI e à CAE.
Segundo o novo relator do caso Master no STF, caberá a Vorcaro decidir se comparece ou não às oitivas. O magistrado entendeu que o banqueiro figura como investigado nos colegiados e que a presença, nesses casos, é facultativa. Membros dos dois colegiados afirmaram, ao longo dos últimos dias, que havia acordo com a defesa de Vorcaro para que ele prestasse depoimento.
O Banco Master está no centro de uma apuração da Polícia Federal sobre um esquema de fraudes financeiras. Investigadores apontam que a instituição de Daniel Vorcaro pode ter movimentado cerca de R$ 12 bilhões com a emissão de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) irregulares.
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