Claudinei Silva - Terapeuta

Você NÃO precisa continuar sofrendo para provar que ama!

Reprodução/Autor
Você NÃO precisa continuar sofrendo para provar que ama!

Você já percebeu que algumas pessoas conseguem enfrentar a dor de perder alguém, mas sentem culpa quando começam a ser felizes novamente?
Imagine uma pessoa que perdeu alguém muito importante. Meses depois, durante um almoço de família por exemplo, ela começa a rir de alguma coisa e por alguns instantes, esquece a tristeza e aproveita aquele momento.
Mas, de repente, vem um pensamento: “Como posso estar aqui sorrindo enquanto aquela pessoa não está mais comigo?”

E aquilo que deveria ser um momento de alegria se transforma em culpa.
É como se voltar a viver significasse abandonar quem morreu.
Mas será que precisamos continuar sofrendo para demonstrar o quanto amamos alguém?
O luto é uma resposta à perda.

A saudade é uma expressão da continuidade daquele vínculo.
Mas a culpa pode fazer com que a pessoa transforme o próprio sofrimento em uma espécie de compromisso com quem partiu.
Em algumas famílias, aprendemos, mesmo sem perceber, que quanto maior e mais duradoura a tristeza, maior foi o amor.
E assim, voltar a viajar, comemorar uma conquista, construir novos relacionamentos ou simplesmente aproveitar a vida pode despertar a sensação de estar sendo desleal.
O problema começa quando a pessoa passa a acreditar que precisa permanecer triste para continuar amando.
E esse é um padrão emocional que merece atenção.
Porque existe uma diferença enorme entre sentir saudade e acreditar que não temos mais o direito de ser felizes.
Quem perdeu alguém importante não precisa esquecer essa pessoa, apagar sua história ou deixar de sentir sua ausência.
O luto não tem prazo definido.
Cada pessoa encontra, no próprio tempo, uma maneira de conviver com a perda. E continuar vivendo não significa que a dor desapareceu ou que o amor diminuiu.
Significa que, aos poucos, pode ser possível construir uma vida na qual a saudade tenha espaço, mas não precise ocupar todos os lugares.
Neste Dia de Finados, talvez seja importante olhar para além da ausência e lembrar também daquilo que permaneceu.
As histórias compartilhadas, os ensinamentos, os momentos felizes e tudo aquilo que aquela pessoa representou.
Porque o amor não precisa continuar sendo demonstrado através do sofrimento. Ele também pode permanecer vivo na maneira como seguimos a nossa própria história.
E eu deixo uma reflexão: Será que quem partiu gostaria de ser lembrado apenas pela tristeza que deixou ou também pelo amor que continua existindo na vida de quem ficou?
Permitir-se sorrir novamente não é esquecer.
Voltar a viver não é abandonar.
E sentir saudade não significa precisar desistir da própria felicidade.

Claudinei Silva
Terapeuta e Mentor | Terapia Breve com Hipnose e hipnoterapia em Maringá e região
conheça mais sobre meu trabalho em www.institutoneisilva.com.br




COMENTÁRIOS

LEIA TAMBÉM

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.