Professora dava Rivotril para crianças dormirem.

Suspeita de sedar bebês em creche de Arapongas leva mães a buscar exames; professora é afastada por 60 dias

PrefeituradeArapongas/
Professora dava Rivotril para crianças dormirem. Reprodução

Oito bebês passam por exames após suspeita de professora dar Rivotril para crianças dormirem em Arapongas

Duas mães procuraram laboratórios particulares para investigar possível exposição dos filhos ao clonazepam. Educadora foi afastada por 60 dias e também responde a processo administrativo.

Oito bebês atendidos por um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) de Arapongas, no Norte do Paraná, passaram por exames após uma denúncia de que uma professora estaria administrando medicamentos de uso controlado para fazê-los dormir. A suspeita envolve o clonazepam, princípio ativo do Rivotril, e está sendo investigada pela Polícia Civil.

Com a repercussão do caso, duas mães procuraram laboratórios particulares para realizar testes toxicológicos específicos e verificar a possível presença da substância no organismo dos filhos. As crianças também foram submetidas a exames no âmbito da investigação policial.

A denúncia surgiu depois que profissionais da própria unidade perceberam alterações no comportamento dos bebês, principalmente sonolência e irritabilidade durante os períodos de descanso.

Segundo relatos apresentados à polícia, algumas crianças também passaram a demonstrar mudanças na rotina do sono em casa, situação que despertou a preocupação dos familiares.

Imagens mostram professora colocando líquido na boca de criança

A Polícia Civil recebeu gravações feitas dentro da unidade de ensino que mostram uma professora colocando um líquido na boca de uma criança com o auxílio de uma colher.

De acordo com a delegada Camilla Costa Baptista, responsável pela investigação, a suspeita de que a substância seja clonazepam surgiu após a localização do medicamento, em apresentação líquida, na bolsa da educadora.

Os exames toxicológicos deverão esclarecer se houve ingestão do medicamento e quantas crianças podem ter sido expostas à substância.

Até esta quarta-feira (4), os resultados dos exames não haviam sido divulgados oficialmente.

Prefeitura afasta professora e abre processo administrativo

Após tomar conhecimento da denúncia, a Prefeitura de Arapongas determinou o afastamento preventivo da professora por 60 dias e instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar sua conduta.

A Polícia Civil também abriu um inquérito para investigar o caso. O Conselho Tutelar foi acionado, e os responsáveis pelas crianças receberam orientações sobre os procedimentos de avaliação médica.

Em sua manifestação inicial à Secretaria Municipal de Educação, a professora negou as acusações.

Segundo a administração municipal, os bebês receberam atendimento médico e passam bem.

A Secretaria de Educação também estuda ampliar as medidas de segurança nos centros municipais de educação infantil, incluindo a instalação de câmeras de monitoramento e o acompanhamento psicológico das famílias e dos profissionais envolvidos.

As investigações continuam para esclarecer o conteúdo do líquido registrado nas imagens e as circunstâncias em que teria sido administrado.

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