Rogério Marinho na disputa pela presidência do Senado.

Aliado de Bolsonaro, Rogério Marinho desafia Alcolumbre e defende atuação mais firme do Senado diante do STF

Assessoria/edsonvalerio.com.br
Rogério Marinho na disputa pela presidência do Senado. Reprodução SenadoFederal

Rogério Marinho entra na disputa pelo comando do Senado e defende atuação mais firme diante do STF

Candidatura do senador pelo PL será apresentada nesta quarta-feira (4). Parlamentar defende diálogo institucional com o Supremo, mas cobra análise de denúncias contra ministros da Corte.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) será apresentado nesta quarta-feira (4) como candidato à presidência do Senado Federal, em uma articulação da oposição para disputar o comando da Casa com o atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A eleição ocorrerá em fevereiro de 2027, quando os parlamentares iniciarão a nova legislatura.

Marinho, que coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), pretende defender uma atuação mais independente do Legislativo e mudanças na relação institucional com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos últimos dias, o senador manteve conversas com ministros do Supremo, incluindo o presidente da Corte, Edson Fachin. Segundo informações sobre os encontros, Marinho defendeu uma relação de cooperação entre os Poderes, mas afirmou que o Senado não deverá se omitir diante de eventuais denúncias envolvendo integrantes do tribunal.

A posição apresentada pelo parlamentar inclui a defesa da autonomia do Congresso e da análise de pedidos de impeachment contra ministros do STF. Nas conversas relatadas, não houve referência a acusações específicas contra magistrados.

Disputa com Alcolumbre envolve relação com o Supremo

A candidatura de Rogério Marinho coloca em confronto duas propostas distintas para a condução do Senado.

O parlamentar do PL defende uma agenda de reformas econômicas de orientação liberal, maior independência legislativa e a possibilidade de apreciação de processos de impeachment contra integrantes do Supremo.

Já Davi Alcolumbre, que busca permanecer na presidência com apoio político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem demonstrado preocupação, segundo relatos de bastidores, com o aumento das tensões institucionais que poderiam resultar da discussão desses processos.

Nas articulações para conquistar apoio de parlamentares da oposição, Alcolumbre também tem tratado de temas como a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e a situação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro.

PL articula apoio para conquistar a presidência

A candidatura de Marinho conta com o apoio da direção do PL, partido que terá uma bancada de 29 senadores na próxima legislatura. Para conquistar a presidência do Senado, será necessário obter pelo menos 41 votos, em uma eleição secreta entre os 81 parlamentares.
A articulação envolve a busca de apoio entre integrantes da oposição e de outras legendas com representação na Casa.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também participa das conversas sobre a sucessão e mantém seu nome entre as alternativas para a presidência.
A escolha do próximo presidente do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027.

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