PC investiga cobrança por fora pelo uso de máquina pública.

Suspeita de corrupção em Terra Rica leva Polícia Civil a apreender documentos e equipamentos

DiariodoNoroeste/PortalEdsonValerio
PC investiga cobrança por fora pelo uso de máquina pública. Reprodução PCPR/

A suspeita de que máquinas e servidores da Prefeitura de Terra Rica, no Noroeste do Paraná, estariam sendo utilizados para realizar serviços em propriedades particulares, com pagamentos feitos fora dos canais oficiais do município, motivou uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR).

Na quinta-feira (22 de outubro), equipes policiais cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços de Terra Rica e do distrito de Adhemar de Barros.

A investigação apura um possível esquema envolvendo o uso de tratores, caminhões e outros equipamentos públicos em serviços de terraplanagem e remoção de terra, sem o devido recolhimento das taxas aos cofres municipais.

Segundo o delegado Thiago Vicentini, responsável por parte das investigações, há indícios de que os valores cobrados pelos serviços não eram registrados no sistema oficial de arrecadação da prefeitura.

“Verificamos que os pagamentos pelos serviços estariam sendo realizados à margem do sistema público de arrecadação, por meio de transferências bancárias via PIX e valores em espécie”, explicou o delegado.

Polícia apreende celulares, computadores e registros financeiros

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os investigadores recolheram aparelhos celulares, computadores, cadernos com anotações de controle informal, comprovantes financeiros e documentos públicos.

O material será submetido à análise pericial para identificar possíveis movimentações financeiras relacionadas aos serviços investigados e esclarecer a participação dos envolvidos. Os investigadores buscam verificar se equipamentos e funcionários municipais foram empregados em atividades particulares sem autorização ou sem o pagamento dos valores devidos ao município.

Agentes públicos e particular estão entre os investigados

A delegada Daniele Trajano, da Polícia Civil do Paraná, informou que o inquérito apura possíveis crimes de peculato e corrupção passiva.

Entre os investigados estão agentes públicos, funcionários e uma pessoa sem vínculo com o serviço público.

O crime de peculato envolve, entre outras condutas previstas em lei, a apropriação ou o desvio de recursos ou bens públicos por funcionário público em razão do cargo. Já a corrupção passiva pode ocorrer quando um agente público solicita ou recebe vantagem indevida em razão de suas funções.

A operação busca reunir provas para determinar se houve utilização irregular do patrimônio municipal, cobrança indevida pelos serviços e participação dos investigados. As suspeitas ainda estão sendo apuradas pela Polícia Civil, e o material apreendido será analisado para dar continuidade ao inquérito.

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