“Viaduto do Grêmio” passa por uma nova etapa.
Prefeito de Londrina cobra avanço na liberação de viaduto previsto para a BR-369
Reprodução PMLondrina/ A construção do chamado “Viaduto do Grêmio”, previsto para a BR-369, em Londrina, ainda depende da análise técnica da concessionária EPR.
A estrutura será implantada nas proximidades da Avenida Angelina Ricci Vezozzo e tem investimento estimado em R$ 58 milhões, com recursos assegurados pelo Governo do Paraná.
Mudança na concessão alterou a tramitação
O prefeito Tiago Amaral afirmou que o município trabalhou nos últimos meses com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes para obter a liberação dos projetos e iniciar o processo licitatório.
Enquanto as tratativas estavam em andamento, o trecho da BR-369 passou a integrar o novo contrato de concessão rodoviária. Com isso, o processo deixou a esfera exclusiva do DNIT e passou a envolver a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a EPR.
Em reunião na ANTT, o prefeito foi informado de que os projetos somente poderiam avançar após a avaliação da concessionária responsável pela administração da rodovia.
Prefeito manifesta frustração com nova exigência
Tiago Amaral declarou que recebeu a informação com frustração, uma vez que o município já havia desenvolvido um trabalho técnico junto ao DNIT.
O prefeito comparou a situação com a do Viaduto da Esperança, em Cambé, que também depende de análise relacionada à nova concessão.
Mesmo com o dinheiro reservado, a Prefeitura de Londrina não poderá abrir a licitação até que todas as etapas técnicas e administrativas sejam concluídas.
EPR diz que recebeu projetos em setembro
Em nota, a EPR informou que recebeu a documentação do Viaduto do Grêmio no início de setembro e iniciou a análise conforme os procedimentos e prazos previstos no contrato de concessão.
Segundo a empresa, o projeto precisa ser examinado nas áreas de engenharia, operação rodoviária e sustentabilidade.
A concessionária ressaltou que sua atribuição é analisar a documentação e verificar o atendimento às exigências técnicas e de segurança. A autorização para a execução da obra caberá aos órgãos competentes, entre eles o DNIT e a ANTT.
Concessionária cita projetos represados
A EPR informou que recebeu dezenas de solicitações de intervenções na faixa de domínio desde que assumiu a concessão. Os pedidos foram apresentados por prefeituras, empresas e outras instituições.
Parte desses projetos, segundo a concessionária, estava represada no DNIT e no Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná.
As análises estão sendo realizadas conforme a prioridade de cada solicitação. A empresa reconheceu a importância do viaduto e afirmou que mantém diálogo com a Prefeitura de Londrina.
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