Gaeco investiga crimes sexuais contra menores.
Operação Gomorra mira agentes públicos e apura crimes sexuais contra ao menos 16 vítimas no Paraná
Reprodução MPPR/Gaeco Uma investigação que começou a partir de provas encontradas em outra operação levou o Gaeco do Ministério Público do Paraná a uma nova e grave frente de apuração no Noroeste do Estado.
A Operação Gomorra, deflagrada nesta sexta-feira (11), em Xambrê, investiga possíveis crimes de natureza sexual contra pelo menos 16 crianças e adolescentes.
Segundo o Ministério Público, as suspeitas alcançam ocupantes de cargos públicos da região.
A ação foi realizada pelo Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com a 7ª Subdivisão Policial de Umuarama.
2 investigados presos.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça.
Edinalvo Lima Venturi, presidente interino da Câmara Municipal de Xambrê,
e Pedro Henrique da Silva Mota, ex-secretário de Cultura do mesmo município foram presos preventivamente.
As equipes também executaram três mandados de busca e apreensão e dois de busca pessoal, todos em Xambrê.
Além das prisões determinadas judicialmente, uma terceira pessoa acabou presa em flagrante por posse ilegal de munições durante o cumprimento das buscas.
Celulares e documentos foram apreendidos
Os investigadores recolheram aparelhos celulares, documentos e anotações considerados importantes para o prosseguimento da apuração. Todo o material será submetido à análise e perícia. A expectativa é de que o conteúdo ajude a dimensionar a atuação dos investigados e verificar a possível existência de outros envolvidos ou novas vítimas.
Investigação aponta pelo menos 16 vítimas
Até o momento, a Operação Gomorra trabalha com ao menos 16 vítimas.
Entre os crimes apurados estão:
exploração sexual de vulneráveis;
importunação sexual;
produção de conteúdo de violência sexual envolvendo crianças ou adolescentes;
armazenamento desse tipo de material.
Por se tratar de investigação em andamento, a responsabilidade criminal dos envolvidos ainda dependerá do avanço das apurações e da análise da Justiça.
Provas apareceram durante outra operação
A Operação Gomorra nasceu de um chamado encontro fortuito de provas.
Os elementos foram encontrados durante a análise do material apreendido na Operação Res Privata, deflagrada em 4 de março de 2026. A investigação anterior apurava outros crimes.
Durante a análise de celulares, documentos e demais elementos daquela operação, os investigadores encontraram informações que indicariam possíveis crimes de natureza sexual e abriram uma nova frente de apuração. A partir daí surgiu a Operação Gomorra.
Agentes públicos no centro da investigação
De acordo com o Ministério Público, os elementos reunidos até agora apontam, em tese, para a participação de ocupantes de cargos públicos nos crimes investigados.
As prisões preventivas permitem que a investigação prossiga enquanto são analisados os materiais apreendidos nesta nova fase.
O Gaeco e a Polícia Civil continuam trabalhando para reconstruir os fatos, identificar todas as possíveis vítimas e esclarecer a participação individual de cada investigado.
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