“Minha Escola, Nossa Escola”: campanha para combater vandalismo e ampliar cuidado.
Escolas estaduais do Paraná terão ações de preservação e integração com a comunidade
Reprodução AEN/ As escolas da rede estadual de ensino do Paraná passam a contar com uma política voltada ao cuidado, à conservação e à valorização dos espaços educacionais.
A iniciativa “Minha Escola, Nossa Escola: aprendendo a preservar” foi instituída pela Lei nº 23.445/2026, sancionada pelo Governo do Estado no último dia 2 de setembro.
A proposta, coordenada pela Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), pretende envolver estudantes, professores, famílias e a comunidade na preservação das unidades de ensino.
A legislação estabelece que o cuidado deve alcançar não apenas salas de aula e demais áreas internas, mas também espaços externos, equipamentos, móveis, árvores, hortas, jardins e outros ambientes utilizados no processo de aprendizagem.
Preservação como política permanente
Embora ações semelhantes já sejam desenvolvidas nas escolas estaduais, a nova legislação busca dar caráter permanente à iniciativa, transformando o respeito e a conservação do patrimônio escolar em uma política de Estado.
Entre as atividades previstas estão rodas de conversa e ações educativas com estudantes e professores para discutir os impactos provocados por depredações e atos de vandalismo, além de estimular atitudes de cuidado com o ambiente escolar.
A campanha também prevê mutirões mensais para melhorar e decorar salas de aula e espaços de convivência.
Participação das famílias
A comunidade escolar também deverá ser chamada a participar.
A lei prevê reuniões com pais e responsáveis, com o objetivo de discutir as necessidades de cada unidade e reunir sugestões para tornar os ambientes mais acolhedores e atrativos aos alunos.
As direções poderão ainda criar outras atividades que estejam de acordo com a realidade de cada escola, ampliando a participação de estudantes, funcionários, famílias e comunidade.
Arte e identidade dentro da escola
Outro eixo da campanha envolve a utilização dos próprios espaços escolares para estimular a criatividade dos estudantes.
Painéis, paredes, quadros e murais poderão ser utilizados para produções artísticas e para manifestações culturais relacionadas à realidade de cada comunidade.
A proposta é permitir que os alunos tenham participação direta na construção da identidade visual dos ambientes em que estudam.
Ex-alunos também poderão participar
A legislação prevê ainda a realização de debates com ex-alunos, que poderão compartilhar histórias, experiências e lembranças relacionadas à escola.
A iniciativa pretende usar essas experiências para reforçar a importância da preservação do patrimônio e, ao mesmo tempo, fortalecer o sentimento de pertencimento entre estudantes, comunidade e instituição de ensino.
A expectativa é que a campanha transforme a escola não apenas em um espaço de aprendizagem, mas também em um ambiente de convivência, participação e responsabilidade coletiva.
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