Gabriela Botelho, o Brasil no Miss Mundo 2026.

De Brumadinho ao Miss Mundo: Gabriela Botelho disputa neste sábado a coroa pelo Brasil

Redesocial/Portal Edson Valerio
Gabriela Botelho, o Brasil no Miss Mundo 2026. Gabriela Botelho /Imagens: RedeSocial

Depois de uma trajetória marcada por persistência nos concursos de beleza e por anos de atuação em projetos sociais, Gabriela Botelho, de 25 anos, chega neste sábado (5) ao momento mais importante de sua carreira: representar o Brasil na final do Miss Mundo 2026, em Nha Trang, no Vietnã.

Natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, Gabriela começou a trabalhar como modelo ainda criança, aos 4 anos, e construiu também uma trajetória acadêmica ligada à Administração e ao Design de Moda.

Agora, diante de 111 candidatas, a brasileira tenta conquistar uma coroa que não vem para o país há 55 anos.

Persistência levou Gabriela ao concurso 

A história de Gabriela nos concursos nacionais não começou com a vitória de 2026.

Em 2021, representando o Espírito Santo no Miss Brasil Mundo, terminou na terceira colocação e venceu a etapa Beleza com Propósito, reconhecimento destinado aos projetos sociais apresentados pelas concorrentes. Dois anos depois, em 2023, participou do Miss Universo Brasil representando Sergipe e terminou entre as sete finalistas.

A grande conquista veio em 31 de janeiro de 2026, quando Gabriela voltou ao sistema Miss Mundo e venceu o título de Miss Brasil Mundo, representando Sergipe. A final nacional reuniu 25 candidatas, no Teatro Caesb, em Águas Claras, no Distrito Federal. A vitória também teve peso histórico: Sergipe não conquistava o título nacional que leva ao Miss Mundo desde 1964, um intervalo de 62 anos.
Trabalho social começou muito antes da faixa de Miss Brasil Mundo
A participação de Gabriela no Miss Mundo também carrega uma história construída fora das passarelas. Após o rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019, ela iniciou um trabalho voluntário que se estendeu por cinco anos, atuando principalmente em atividades destinadas às crianças e às famílias atingidas pela tragédia.

Hoje, Gabriela é embaixadora da Casa de Maria, em Belo Horizonte, instituição que oferece atendimento multidisciplinar gratuito a crianças com doenças raras e suas famílias.

O trabalho envolve a defesa de maior visibilidade para essas doenças, diagnóstico mais rápido e acesso a acompanhamento especializado.

A causa passou a representar o Brasil dentro do Beauty With a Purpose — Beleza com Propósito, uma das marcas históricas do Miss Mundo e que coloca o envolvimento social das candidatas entre os pontos centrais da competição.

Brasil busca segunda coroa depois de 55 anos

A final deste sábado coloca Gabriela diante da possibilidade de repetir um feito que aconteceu apenas uma vez na história brasileira.

Em 1971, Lúcia Tavares Petterle venceu o Miss Mundo, em Londres, tornando-se a primeira — e até hoje única — brasileira campeã da competição. Desde então, passaram-se 55 anos sem uma nova coroa para o Brasil.

Gabriela chega à decisão depois de participar das diferentes etapas realizadas no Vietnã, incluindo provas de comunicação, talento, moda e apresentação de seu projeto social.





















A final reúne 111 representantes nacionais em Nha Trang e encerra uma trajetória que, para a brasileira, começou muito antes de 2026: entre tentativas, concursos, trabalho social e a decisão de voltar a disputar uma faixa que agora pode levá-la ao título mundial.




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