Universitárias expostas em “ranking” depreciativo.

Polícia investiga “ranking” com teor sexual criado para expor universitárias em Presidente Prudente

TV TEM, g1 Presidente Prudente e Região
Universitárias expostas em “ranking” depreciativo. Fotos: Redes Sociais/Reprodução

A Polícia Civil abriu uma investigação para identificar os responsáveis pela criação e divulgação de um “ranking” que expunha alunas de uma universidade privada de Presidente Prudente (SP) por meio de fotografias acompanhadas de comentários de conteúdo sexual e depreciativo.

As imagens das estudantes teriam sido retiradas de perfis em redes sociais sem autorização e depois distribuídas em um grupo fechado de aplicativo de mensagens.

Ao lado das fotos, participantes atribuíam classificações às jovens e faziam comentários ofensivos sobre aparência, corpo e orientação sexual.

O caso foi registrado nesta sexta-feira (21) na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Fotos acompanhadas de avaliações e comentários ofensivos

O material compartilhado no grupo apresentava as universitárias como se estivessem sendo submetidas a uma espécie de classificação.

Além das avaliações de teor sexual, conversas que vieram a público mostram participantes discutindo quais mulheres deveriam ou não permanecer na lista, utilizando expressões discriminatórias e depreciativas.

Com o vazamento do conteúdo, estudantes passaram a denunciar a exposição e a exigir providências tanto da universidade quanto das autoridades.
Caso provoca protesto em frente à universidade
Na noite de quinta-feira (20), estudantes e ativistas realizaram uma manifestação diante do Campus II da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), localizado às margens da Rodovia Raposo Tavares.Cartazes e faixas foram utilizados durante o ato para repudiar a exposição das alunas. O coletivo A Frente pela Vida das Mulheres classificou o episódio como uma forma organizada de misoginia e relacionou o conteúdo a discursos que tratam mulheres a partir de critérios de suposto “valor sexual”.
Unoeste abre investigação interna
A Unoeste informou que iniciou uma apuração interna considerada prioritária para tentar identificar os envolvidos. Segundo a instituição, caso sejam confirmadas responsabilidades de alunos, poderão ser aplicadas as sanções disciplinares previstas no regimento universitário.
Em nota, a universidade afirmou repudiar qualquer forma de exposição, assédio, constrangimento ou desrespeito à dignidade e informou que está prestando acolhimento às acadêmicas atingidas.
A instituição também pediu que o conteúdo não seja novamente compartilhado, para evitar a ampliação dos danos às vítimas.

Delegacia preserva provas digitais e ouve envolvidos
A investigação está em fase inicial. A Delegacia de Defesa da Mulher trabalha na preservação das mensagens, imagens e demais registros digitais que possam ajudar na identificação dos responsáveis pela criação e circulação do material. Depoimentos também deverão ser colhidos ao longo da apuração.
Até a atualização do caso, ninguém havia sido indiciado.
A Polícia Civil deverá avaliar ainda quais eventuais crimes podem ser configurados a partir da forma como as imagens foram obtidas, utilizadas e divulgadas.





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