Honda Civic vendeu apenas 34 unidades em 2026
Tudo indica que o CIVIC caminha para virar raridade.
Desde 2023, o Civic passou a ser um produto importado Imagens: Divulgação HONDA Um dos carros mais importantes da historia da Honda no Brasil esta cada vez mais perto de se tornar uma raridade nas concessionarias.
Entre janeiro e julho de 2026, apenas 34 unidades do Honda Civic foram emplacadas no pais. Em todo o ano passado, haviam sido 999.
A Honda nunca decretou oficialmente o fim do sedã no Brasil. O Civic ainda aparece no site da fabricante, com preço a partir de R$ 266.500.
Mas os números mostram como o modelo deixou de exercer o papel que teve durante décadas no mercado brasileiro.
Mais do que isso: ajudam a contar uma mudança de estratégia da própria Honda.
O Civic saiu de um produto de grande volume, fabricado no pais e rival direto do Toyota Corolla, para ocupar uma faixa muito mais cara e restrita do mercado, ao lado de outros importados de maior valor agregado.
A historia e especialmente simbólica porque o Civic esteve diretamente ligado ao início da fabricação de automóveis da Honda no Brasil.
Os primeiros carros da marca começaram a ser importados oficialmente em 1992.
Cinco anos depois, quando a montadora inaugurou sua fabrica de Sumaré, no interior de São Paulo, o Civic foi o modelo escolhido para abrir a linha de produção.
No começo, eram fabricadas apenas 20 unidades por dia.
Durante as décadas seguintes, o seda ajudou a construir a imagem da Honda no pais e protagonizou uma das principais disputas do mercado brasileiro.
Especialmente a partir da geração lançada em 2006, conhecida como New Civic, o modelo ganhou forca e passou a disputar diretamente a liderança entre os sedãs médios com o Toyota Corolla.
Em 2008, o sedã superou 67 mil unidades vendidas no Brasil, seu recorde histórico.
O Civic permaneceu brasileiro por 24 anos, atravessando diferentes gerações e períodos de forte volume de vendas.
Essa trajetória começou a mudar no fim de 2021.
Naquele ano, a Honda encerrou a produção de automóveis em Sumaré e concentrou a fabricação em Itirapina, também no interior paulista.
City e HR-V seguiram nos planos de produção nacional. O Civic, não.
O último exemplar nacional deixou a linha de montagem em dezembro de 2021, ano em que vendeu quase 19 mil unidades 
A decisão mudou completamente a posição do modelo no mercado brasileiro
De rival do Corolla a sedã de nicho
Depois do fim da fabricação nacional, a Honda decidiu trazer a 11a geração do Civic importada da Tailândia e exclusivamente com motorização híbrida.
Quando chegou as lojas brasileiras, em janeiro de 2023, a própria Honda deixou clara a mudança de posicionamento: afirmou que o novo porte, a mecânica, o acabamento e os equipamentos elevavam o Civic a um segmento superior. Na pratica, o carro que durante anos havia disputado compradores diretamente com o Corolla passou a ocupar uma faixa muito mais cara.
O Civic atual combina um motor 2.0 a gasolina com dois motores elétricos no sistema hibrido e e hoje parte de R$ 266.500.
Ao ficar mais sofisticado, hibrido e importado, porem, perdeu justamente a característica que durante anos fez dele um dos pilares da Honda no pais, volume.
Honda mudou sua aposta 
Hoje, são outros carros que cumprem o papel de volume da fabricante. A Honda acompanhou o mercado e apostou em seus SUVs, além de dois modelos de entrada.
City hatch e sedã, HR-V e WR-V ocupam as faixas de maior alcance comercial.
Enquanto isso, a Honda mantem uma segunda prateleira composta por modelos importados, eletrificados, esportivos ou mais sofisticados.
E nesse grupo que o Civic passou a se encaixar. Além dele, a Honda comercializa no Brasil o CR-V Hybrid e o Accord Hybrid, um SUV e um seda maior.
A marca foi ainda mais longe ao trazer oficialmente o Civic Type R, versão esportiva que atende a um publico muito específico e tem proposta completamente diferente daquela do antigo Civic nacional de volume.
E uma nova peça está entrando nessa estratégia em 2026: o Prelude.
A Honda confirmou o lançamento do cupê híbrido no Brasil para este ano.
O modelo combina motor 2.0 a gasolina com dois motores elétricos, entrega 203 cv e traz tecnologias voltadas à condução esportiva.
A marca já iniciou ações de apresentação do carro no país e abriu cadastro para interessados na pré-venda.
É uma composição de portfólio bastante diferente daquela encontrada quando o Civic era produzido em Sumaré
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