Homem morre ao cair do 14º andar em Londrina.

Polícia investiga morte de homem após queda do 14º andar em Londrina

Portal Tarobá/Folhapress
Homem morre ao cair do 14º andar em Londrina. Reprodução

A Polícia Civil do Paraná prendeu quatro pessoas investigadas por praticar tortura e cárcere privado contra Alexandre Rodrigues Ramos, de 27 anos, que morreu após cair do 14º andar de um edifício residencial localizado na zona leste de Londrina. As agressões teriam sido motivadas pela acusação do furto de uma câmera fotográfica profissional avaliada entre R$ 12 mil e R$ 15 mil.
Segundo a investigação, o homem teria sido agredido, ameaçado, amarrado e mantido trancado em um cômodo do apartamento por quatro homens que estavam no imóvel.
Os quatro suspeitos foram presos em flagrante e autuados por tortura qualificada pelo resultado morte e fraude processual. Os nomes deles não foram divulgados.
Os autos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
A polícia apura se a vítima se lançou do 14º andar ou se foi projetado pelos suspeitos.
Segundo a polícia, ele estava no apartamento na noite de quinta-feira (13), quando foi confrontado pelos quatro homens, que suspeitavam que ele tivesse furtado uma máquina fotográfica.
Ele teria sido levado para um dos cômodos, onde foi mantido preso com as mãos e os pés amarrados por uma extensão. A vítima também teria sido agredida e ameaçada de morte.
Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos teriam obrigado ele a ingerir dois comprimidos de um medicamento controlado. A corporação apura se a substância interferiu na capacidade de reação da vítima antes da queda.
A ocorrência foi inicialmente comunicada como uma possível morte por suicídio.
Durante as primeiras diligências, porém, os agentes encontraram elementos que levaram ao aprofundamento da investigação.
A chave do cômodo de onde ele teria caído estava do lado de fora da porta, segundo a Polícia Civil.
Os investigadores também descobriram que a extensão usada para amarrá-lo havia sido escondida.
A perícia deverá ajudar a reconstruir a dinâmica da queda.
A polícia considera a possibilidade da vítima ter se lançado do prédio em uma tentativa de escapar das agressões ou em meio ao estado alterado provocado pelo medicamento. Também não foi descartada, no entanto, a hipótese de que ele tenha sido lançado por um dos envolvidos.
Suspeita de furto motivou agressões
Segundo a investigação, os quatro homens teriam confrontado Alexandre Rodrigues Ramos por acreditarem que ele havia furtado uma máquina fotográfica avaliada em cerca de R$ 12 mil.
Durante as diligências, a polícia apurou que o equipamento havia sido repassado por outra pessoa em troca de um celular e de uma quantia em dinheiro.
Duas pessoas levadas à delegacia teriam confessado os crimes, segundo a corporação.
O caso também envolve uma possível fraude processual. A Polícia Civil afirma que os envolvidos esconderam a extensão usada para prender a vítima.
Seis pessoas estavam no apartamento: o homem que morreu, a namorada dele, os quatro presos e outro homem, que procurou a polícia após a chegada das equipes.
Em depoimento, a namorada afirmou que percebeu o que estava acontecendo e tentou entrar no cômodo onde ele estava. Segundo a Polícia Civil, ela relatou ter sido ameaçada por um dos suspeitos e disse ter ouvido pancadas.
A corporação também vai apurar uma possível omissão de socorro por parte da mulher, considerando as circunstâncias em que ela estava no imóvel e as ameaças que teria relatado.
A Polícia Civil do Paraná informou que aguarda os resultados da perícia e continua as diligências para esclarecer a dinâmica da queda, as circunstâncias da morte e a participação de cada envolvido.





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