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Maringá,24/07/2026

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Eleitorado jovem cai 14,5% no Brasil.

Compensando, eleitores acima de 60 anos crescem quase 14% em relação a 2022eleitores acima de 60 anos crescem quase 14% em relação a 2022

IBGE/Mannu Leones/CB
Eleitorado jovem cai 14,5% no Brasil. (crédito: caio gomez)

O número de jovens entre 16 e 18 anos habilitados a votar despencou nas Eleições de 2026.
Segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essa faixa etária somava 4.177.627 pessoas em 2022 e caiu para 3.571.159 neste ano, recuo de 606.468 registros, ou 14,52%.
Atualmente, os jovens dessa idade representam apenas 2,25% de todo o eleitorado nacional.
O TSE apresentou os dados hoje (20/7), véspera do início oficial da corrida eleitoral que definirá presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais.
Nosso país soma 158,7 milhões de eleitores aptos a comparecer às urnas em outubro.
Trata-se de uma expansão de 1,46% frente ao pleito anterior, quando o eleitorado somava 156,4 milhões, ou seja, um acréscimo líquido de 2,29 milhões de pessoas.
Enquanto o público mais jovem reduz, a ponta mais velha do eleitorado apresentou um crescimento significativo.
Os eleitores com 60 anos ou mais somavam 32,8 milhões em 2022 e passaram para 37,4 milhões em 2026, um salto de quase 14%. Com isso, essa faixa etária ampliou sua fatia no eleitorado total, saltando de 21,02% para 23,60% em apenas quatro anos.

Recortes regionais
O recorte regional mostra que o Nordeste concentra o maior contingente de eleitores entre 16 e 18 anos, com 1.315.104 pessoas, equivalentes a 3,02% do eleitorado da região.
O Sudeste também ultrapassa a marca de um milhão nessa faixa etária, com 1.074.280 jovens votantes. Norte, com  478.070 eleitores jovens, Sul, com 410.993 pessoas e o Centro-Oeste com 283.436 eleitores jovens.
No panorama por regiões, o Norte foi quem mais expandiu proporcionalmente seu eleitorado desde 2022. A região ganhou aproximadamente 549 mil novos votantes, alta de 4,4%, e atingiu 13,1 milhões de eleitores aptos. Logo atrás vem o Centro-Oeste, que cresceu 3,97% e saiu de 11,5 milhões para praticamente 12 milhões de eleitores no período.
Já o Sudeste, maior colégio eleitoral do país e responsável por 41,78% dos votantes brasileiros, seguiu em direção oposta. A região perdeu força e recuou 0,56%, saindo de 66,7 milhões para 66,3 milhões de eleitores entre uma eleição e outra. Ainda assim, segue como a região com maior peso eleitoral do Brasil.
O Nordeste, por sua vez, foi quem mais somou eleitores em números absolutos.
A região saltou de 42.390.976 votantes em 2022 para 43.529.845 em 2026, alta de 2,69% e ganho de 1,1 milhão de títulos.
Fora do país, o crescimento também chamou atenção: os brasileiros registrados no exterior passaram de 697.078 para 918.876, aumento de 31,82%.
Entre os estados, São Paulo segue líder isolado, mas perdeu representatividade proporcional.
O estado tinha 22,1% do eleitorado nacional em 2022 e agora responde por 21,48%, com 34.104.226 eleitores, uma retração de 562 mil no peso relativo.
Minas Gerais aparece na sequência com 16.377.659 eleitores, seguido por Rio de Janeiro (12.857.000), Bahia (11.321.005) e Paraná (8.609.026).
Juntos, esses cinco estados somam 83.268.916 eleitores, o que corresponde a mais da metade do eleitorado brasileiro (52,45%). A concentração eleitoral nas unidades da federação segue determinante para o resultado das eleições nacionais.
O levantamento também detalha a divisão por sexo.
As mulheres continuam sendo maioria entre os votantes, com 83.877.126 eleitoras, ou 52,84% do total, o que representa um crescimento de 1.503.962 em relação a 2022 (1,83%).
Os homens somam 74.845.001 eleitores em 2026, ante 74.044.065 quatro anos atrás, avanço de 800.936 votantes, ou 1,08%.




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