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Maringá,24/07/2026

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Deputado aciona Gaeco para investigar vídeos.

Arilson Chiorato pede apuração sobre perfil que comercializaria acesso a imagens de violência atribuídas a agentes públicos

Assessoria/
Deputado aciona Gaeco para investigar vídeos. Deputado Arilson Chiorato (PT) - Foto: Antônio More/Alep

Vídeos e imagens com indícios de tortura, agressões e outras formas de violência estariam sendo comercializadas em um canal numa plataforma de mensagens.
Os autores do conteúdo e também donos do perfil seriam policiais militares.
Diante da gravidade das denúncias recebidas, o deputado estadual Arilson Chiorato, Líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e presidente do PT-PR, acionou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Promotoria de Proteção aos Direitos Humanos do Estado do Paraná para investigar o caso.
Segundo a denúncia, a página cobraria R$ 20 por mês para liberar a entrada em um grupo privado dentro do aplicativo, onde esse material seria divulgado.
O deputado solicita prioridade máxima na análise do caso, preservação imediata das provas digitais e tramitação sob sigilo, diante da gravidade dos fatos narrados.
"Quem comete crime usando a farda precisa responder por seus atos.
A imensa maioria dos policiais militares do Paraná honra a instituição e protege a população todos os dias. Justamente por isso, é essencial identificar e afastar quem desrespeita a lei e envergonha toda uma corporação. Combater a corrupção fortalece a Polícia Militar, valoriza os bons profissionais e aumenta a confiança da sociedade nas forças de segurança", afirmou o deputado Arilson.
A representação relata que um perfil no Instagram anunciaria o acesso, mediante pagamento, a um grupo privado no Telegram com imagens sem censura de pessoas feridas, mortas ou submetidas à violência física, além de registros de abordagens policiais, apreensões e outros conteúdos de extrema gravidade.
De acordo com o documento, o grupo teria mais de 100 assinantes e seria atualizado semanalmente com novos vídeos e imagens, indicando uma divulgação contínua do material. 
Na notícia de fato, os parlamentares afirmam que os elementos apresentados justificam a apuração de possíveis ilícitos penais, civis e administrativos.
A representação sustenta que a divulgação e a eventual comercialização desse conteúdo podem configurar, em tese, divulgação de material de extrema violência, vilipêndio da dignidade humana e possível incitação à violência. Também pede a identificação da origem das imagens, da participação de terceiros e da responsabilização dos envolvidos.
Denúncia precisa ser investigada com rigor
Os deputados pedem medidas imediatas para identificar a origem das imagens, verificar sua autenticidade, além de apuração rigorosa da autoria das publicações e de eventual participação de terceiros.
Também solicitam a responsabilização penal, civil e administrativa dos envolvidos, além da preservação das provas digitais, da tramitação sob sigilo e da prioridade na investigação.
Para o deputado Arilson, responsabilizar eventuais envolvidos é fundamental para preservar a credibilidade da Polícia Militar e impedir que condutas criminosas sejam confundidas com o trabalho da imensa maioria dos profissionais da corporação.




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