Reajuste da Copel entra em vigor e eleva valor médio do quilowatt-hora.
Nova tarifa de energia no Paraná gera impacto no orçamento doméstico e reação do setor produtivo
Reprodução O reajuste tarifário nas contas de energia elétrica do Paraná, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), já está em vigor e gera repercussões diretas na economia das famílias e das empresas.
O processo faz parte da Revisão Tarifária Periódica da Copel Distribuição, um procedimento realizado a cada cinco anos que, nesta atualização, pode atingir até 20,5% de aumento em determinadas categorias de consumo.
Com a nova tabela, o valor médio do quilowatt-hora (kWh) no estado passou de aproximadamente R$ 0,64 para R$ 0,76.
Em termos práticos, uma residência com consumo mensal de 300 kWh, que antes registrava um custo de cerca de R$ 192, agora terá a fatura reajustada para R$ 228, valor estimado sem a inclusão de impostos estaduais, municipais ou possíveis bandeiras tarifárias vigentes.
De acordo com a Aneel, a elevação dos valores decorre da variação dos custos operacionais que envolvem a compra e transmissão de energia, além de encargos setoriais obrigatórios.
A Copel acrescentou, por meio de nota oficial, que os subsídios direcionados aos sistemas de geração de energia solar também exerceram peso na composição final do cálculo.
Apesar do reajuste, a distribuidora paranaense pontuou que o estado mantém uma das tarifas residenciais mais competitivas do cenário nacional.
O aumento provocou manifestações negativas de entidades representativas do setor produtivo local.
O Sistema FAEP contestou o índice aplicado, classificando o reajuste como desproporcional à qualidade do fornecimento de energia, especialmente na infraestrutura voltada ao meio rural.
Paralelamente, algumas associações comerciais, entre elas a de Cascavel, alertam para os riscos de um efeito cascata nos preços de produtos e serviços ao consumidor final, impulsionado pelo encarecimento dos custos operacionais no comércio e na indústria.
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