Conta de luz deve subir, em média, 8,6% em 2026.
Estimativa ficou acima das projeções de inflação consideradas pela agência
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil A conta de luz deve ter aumento médio de 8,6% em 2026, segundo a segunda edição do boletim InfoTarifas, divulgada nesta sexta-feira, 12 de junho, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A projeção ficou acima dos índices de inflação considerados pela agência. Para 2026, a estimativa é de 5,8% para o IGP-M e 4,9% para o IPCA.
O boletim InfoTarifas é publicado a cada três meses e apresenta estimativas de variação nas tarifas de energia elétrica no país. O levantamento também aponta os principais fatores que influenciam o cálculo da conta paga pelos consumidores.
Descontos para reduzir impacto
Apesar da previsão de alta, a Aneel informou que recursos de Uso do Bem Público (UBP) serão usados para reduzir o impacto nas tarifas em regiões atendidas pela Sudam e pela Sudene.
Segundo a agência, consumidores cativos de 22 distribuidoras terão descontos nas faturas por causa da destinação desses recursos.
Na prática, a medida busca aliviar parte do reajuste para clientes de áreas específicas, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, além de localidades abrangidas pelas regras do benefício.
Conta pesa no orçamento
A alta prevista para a energia elétrica preocupa porque a conta de luz afeta diretamente o orçamento das famílias e também o custo de empresas, comércio e serviços. Mesmo com mecanismos para amenizar o impacto em algumas regiões, a estimativa da Aneel indica que a energia deve continuar pressionando o bolso dos brasileiros em 2026.
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