Você conhece os riscos daquilo que injeta no corpo?
Morte recente por PMMA reacendeu o debate sobre a segurança e os limites da estética
O PMMA é usado como preenchedor Foto: Kostiantyn/Adobe Stock Você injetaria 100 seringas de uma substância qualquer no seu corpo em um único dia?
E, se já fez algum procedimento estético, sabe exatamente o que foi aplicado?
A morte recente da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, em São Paulo, depois de injetar 300 ml de PMMA no seu corpo, nos faz levantar questões muito importantes sobre a estética.
Qual é o limite de volume possível de injetar sem representar um risco para a vida? Quais os produtos seguros e quais não devem ser usados?
No consultório, já vi muitas complicações tardias de PMMA em pacientes que não sabiam nem que tinham essa substância no organismo – a gente detectou através de ultrassom.
Após esse caso trágico da Roseli, o CFM, que é o Conselho Federal de Medicina, pediu à Anvisa para banir completamente das prateleiras o PMMA, que é uma substância já condenada pelo CFM para fins estéticos.
Mas a Anvisa permite seu uso em alguns casos específicos, como tratar contornos de rosto e corpo, tornando a regulamentação ambígua e facilmente burlável.
Vale lembrar que o PMMA também é contraindicado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e de Cirurgia Plástica.
Esse caso me trouxe uma reflexão importante, que sempre vale levantar: qual é o limite dos procedimentos estéticos?
Você sabe o que estão injetando no seu corpo? Está fazendo o tratamento com um especialista, alguém que tenha consciência do que está indicando e parcimônia no que está usando?
Preste muita atenção ao que usa, toma e injeta, pois a negligência custa a sua saúde — e esta não tem preço.
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