Eleitores recebiam cocaína em troca de votos.
Polícia revela esquema de compra de votos com cocaína
Reprodução Uma investigação da Polícia Civil de Santa Catarina revelou um esquema de corrupção eleitoral em que eleitores recebiam porções de cocaína para votar em um candidato a vereador de Timbé do Sul, no Sul catarinense. A droga era chamada pelo grupo de “moeda branca” e correspondia ao valor de R$ 50 por voto. O nome do político não foi divulgado.
As apurações começaram entre 2021 e 2022, durante uma investigação sobre tráfico de drogas no município. O esquema foi descoberto após a prisão em flagrante de um dos suspeitos.
Ao analisar o celular apreendido com o investigado, os policiais encontraram mensagens que indicavam a negociação com eleitores. Nas conversas, o suspeito pedia fotos dos títulos eleitorais e oferecia R$ 50 por voto. O pagamento, porém, não era feito em dinheiro, mas em porções de cocaína.
Em depoimento, eleitores confirmaram que enviaram os documentos e receberam a droga antes da eleição, no valor combinado.
Segundo a Polícia Civil, o cruzamento de informações e as mensagens trocadas entre o traficante e o então candidato indicaram que o político tinha conhecimento do esquema e seria o beneficiário dos votos obtidos de forma irregular. A investigação resultou na penalização dos envolvidos na Justiça Eleitoral, que reconheceu a prática como corrupção eleitoral.
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