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Maringá,05/06/2026

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Condenado morre carbonizado ao lado de enteada.

DHPP investiga morte de condenado e estudante dentro de residência

Mirelle Pinheiro/METROPOLES
Condenado morre carbonizado ao lado de enteada. Laiane Cardoso e Ivano Vaz Cunha/ Reprodução

A Polícia Civil investiga a morte de Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, e da estudante de Direito Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, encontrados carbonizados dentro de uma residência em Araguaína, no norte do Tocantins.
Ivano cumpria pena em regime aberto e usava tornozeleira eletrônica.
Ele havia sido condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato de uma enteada, crime ocorrido em 2009.
Laiane, que também era sua enteada foi sepultada nesta quinta-feira, 4 de junho.
A morte dos dois ocorreu na quarta-feira, 3, e está sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, a DHPP. Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram ter ouvido uma explosão antes do incêndio. Os corpos foram encontrados em um dos quartos da casa.
Conforme as primeiras informações, as vítimas estavam sem roupa e um galão com vestígios de gasolina foi localizado no imóvel. A Polícia Civil informou que a apuração ainda está em fase inicial e que não há elementos técnicos suficientes para confirmar uma linha de investigação.
Monitoramento por tornozeleira
Documentos revelados pela TV Anhanguera apontam que Ivano foi condenado pelo homicídio de uma jovem que também era sua enteada. Apesar da pena em regime fechado, ele progrediu no sistema prisional e, desde 2024, era monitorado por tornozeleira eletrônica. Em nota, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça, a Seciju, informou que o monitoramento ocorria por determinação judicial.
A pasta também explicou que Ivano tinha autorização para trabalho externo no setor de vendas, com possibilidade de deslocamento pelo Tocantins. Durante a noite, deveria permanecer em casa e comunicar previamente viagens para outros estados.
Decisão cabe à Justiça
Secretaria de Estado afirmou que eventuais violações registradas pelo sistema de monitoramento eram verificadas pela Polícia Penal e comunicadas ao Judiciário. O órgão ressaltou que não tem competência para determinar retorno ao regime fechado ou revogar benefícios da execução penal. Essas decisões cabem aos juízes responsáveis pelo cumprimento da pena.
A investigação depende dos laudos da perícia e dos exames do Instituto Médico Legal para esclarecer o que ocorreu dentro da residência. A DHPP deve apurar a origem do incêndio, a dinâmica da explosão relatada por testemunhas e as circunstâncias da morte de Ivano e Laiane.




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