Justiça manda prender jornalista condenado
Jornalista perseguido por Zambelli em 2022 tem prisão decretada
Luan Araujo - Carla Zambelli - Reprodução. A Justiça de São Paulo determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo por não pagar valores fixados em uma condenação por difamação contra a ex-deputada Carla Zambelli, do PL.
A dívida somava R$ 2.216,30, incluindo multa penal e prestação pecuniária.
A decisão foi publicada na segunda-feira, 1º de junho, pelo juiz José Fernando Steinberg.
Luan foi condenado por um texto em que afirmou que Zambelli fazia parte de uma “extrema-direita mesquinha, maldosa e mercadora da morte”. A informação foi divulgada pelo Metrópoles e também repercutida pela Agência Pública.
Na decisão, o juiz afirmou que o jornalista foi intimado, mas não cumpriu a prestação pecuniária imposta.
Com isso, a pena restritiva de direitos foi convertida em pena privativa de liberdade, conforme o artigo 44, §4º, do Código Penal. A prisão foi determinada em regime aberto.
Defesa fala em incapacidade financeira
O advogado Renan Bohus, que representa Luan Araújo, disse que apresentou petição informando que o jornalista não tem condições financeiras de pagar o valor e pediu o parcelamento. A defesa criticou a conversão da pena em prisão e afirmou que vai entrar com pedido de habeas corpus.
“Entendemos que a pobreza não pode ser tratada como motivo para encarceramento”, afirmou o advogado, em manifestação publicada pela imprensa.
Luan Araújo ficou conhecido nacionalmente em 2022, na véspera do segundo turno das eleições, quando foi perseguido por Carla Zambelli em uma rua de São Paulo. Na ocasião, a então deputada estava armada com uma pistola. O episódio foi filmado e teve grande repercussão política.
A Agência Pública relembrou que, no caso da perseguição armada, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma.
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