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Maringá,02/06/2026

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Gaeco investiga suposto esquema em concursos.

Operação Gabarito em Branco mira suspeita de fraude em concursos e cumpre mandado em Umuarama

MPSC/oBendito/PortalEdsonValerio
Gaeco investiga suposto esquema em concursos. Foto: Ministério Público de Santa Catarina

A Operação Gabarito em Branco, deflagrada na manhã desta terça-feira, 2 de junho, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o Gaeco, cumpriu mandados de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e do Paraná. Entre os municípios incluídos nas diligências está Umuarama, no Noroeste paranaense.
A investigação apura a possível ocorrência de fraudes na organização, elaboração e resultados de concursos públicos e processo seletivo realizados no município de Maracajá, em Santa Catarina.
A ação é conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina, por meio do Gaeco, com apoio da Promotoria Eleitoral de Araranguá.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em residências e empresas. As ordens judiciais foram expedidas pelo 25º Juízo das Garantias do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina e executadas nos municípios catarinenses de Maracajá e Meleiro, além de Cascavel e Umuarama, no Paraná.
Apoio do Ministério Público do Paraná - Como parte das medidas ocorreram fora de Santa Catarina, a operação contou com apoio operacional do Gaeco do Ministério Público do Paraná, responsável por auxiliar no cumprimento das ordens judiciais em território paranaense.
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, a investigação teve início para apurar supostas irregularidades em concursos públicos realizados em 2023 e em um processo seletivo promovido em 2024 pela Prefeitura de Maracajá.
Segundo os investigadores, o município contratou, por dispensa de licitação, um instituto com sede em Cascavel, no Paraná, para a realização dos certames. Com o avanço das apurações, o Gaeco identificou elementos que apontariam para a possível prática de crime eleitoral relacionado aos fatos inicialmente investigados.
Buscas procuram documentos, equipamentos e provas
As diligências realizadas nesta terça-feira (02) tiveram como objetivo apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar na confirmação das suspeitas e na identificação de todos os possíveis envolvidos.
Entre os alvos da investigação estão pessoas físicas e a empresa responsável pela realização dos concursos e do processo seletivo. O material recolhido será encaminhado para análise pericial da Polícia Científica de Santa Catarina, que presta apoio técnico à operação para garantir a preservação das evidências.
O Ministério Público informou que a atuação da Polícia Científica busca assegurar a cadeia de custódia e a integridade dos materiais apreendidos, que poderão servir como prova no decorrer das investigações.
Nome da operação faz referência à suspeita investigada
O nome “Gabarito em Branco” faz referência, segundo o Gaeco, a uma possível prática que teria sido utilizada pelos investigados para favorecer aprovações em concursos públicos. A investigação segue sob sigilo judicial. Conforme o Ministério Público de Santa Catarina, novas informações poderão ser divulgadas caso haja publicidade dos autos.




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