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Maringá,21/05/2026

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Estudantes da USP, Unesp e Unicamp se reúnem com o governo de SP

Estadão Conteúdo
Estudantes da USP, Unesp e Unicamp se reúnem com o governo de SP


Uma comissão de estudantes da USP, Unesp, Unicamp e Fatec se reuniu na quarta-feira (20) com integrantes do governo de São Paulo após marcha com destino ao Palácio dos Bandeirantes. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFABC e o movimento Correnteza da UFSCar também estiveram presentes no protesto.


Os estudantes marcaram a concentração no Largo da Batata, na Zona Oeste, para as 14h. Por volta das 16h15, o grupo deixou o local em direção ao Palácio dos Bandeirantes. Próximo à sede do governo paulista, havia um cordão formado por policiais militares. Segundo informou a organização do protesto, cerca de 30 mil pessoas participaram da manifestação.


A principal reivindicação dos estudantes é o orçamento destinado às instituições de ensino superior do estado. O ato também criticou as ações do governo de São Paulo no centro da capital, especialmente na desocupação da Favela do Moinho, o aumento da violência policial nas periferias, a ampliação de pedágios do tipo free flow, a redução de verbas destinadas ao combate à violência contra a mulher e as privatizações da Sabesp e de linhas da CPTM e do Metrô.


Conforme noticiado pelo portal g1, por volta das 20h30, a comissão entrou no Palácio dos Bandeirantes. O grupo foi composto por representantes dos estudantes, dois advogados e pela deputada estadual Mônica Seixas (PSOL).




Greve nas universidades paulistas


Desde 14 de abril, os estudantes da USP estão em greve. Os alunos reclamam das condições do restaurante universitário e do reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), principal política de assistência socioeconômica da instituição de ensino.


Cerca de 150 estudantes ocuparam, em 7 de maio, a reitoria da USP. Na madrugada do dia 10, a Polícia Militar retirou os alunos do espaço em uma operação surpresa. Segundo relatos, os agentes usaram cassetetes, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo durante a ação.


Seis estudantes ficaram feridos na operação e outros quatro foram detidos.


Em 7 de maio, estudantes da Unicamp aprovaram em assembleia indicativo de greve. A mobilização também ganhou força na Unesp depois da ação policial na USP.





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