Prefeitura convoca reforço para abrigo após episódio de violência.
Reprodução O clima é de tensão nos bastidores da Assistência Social de Maringá. Após um episódio de violência no último fim de semana, onde um servidor precisou ser hospitalizado ao ser agredido por um interno em um abrigo de adolescentes, a administração municipal tomou medidas drásticas.
Por meio de um ofício circular, a Prefeitura convocou cerca de 20 servidores de diferentes setores para atuar em regime de rodízio na unidade de acolhimento pelos próximos 30 dias.
O Embate: Segurança vs. Qualificação
A medida, no entanto, não foi bem recebida pelo Sismmar (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais). O sindicato denunciou a situação como desvio de função, alegando que o rodízio contraria os parâmetros do SUAS (Sistema Único de Assistência Social).
Segundo a nota técnica do sindicato:
A convocação foi feita sem um plano de segurança prévio.
Dos convocados, ao menos 18 não possuiriam qualificação ou experiência específica para lidar com o público de crianças e adolescentes.
A falta de capacitação específica aprofunda os riscos para os servidores e para os próprios jovens acolhidos.
A Resposta do Município
Em contrapartida, a Prefeitura de Maringá informou que está preparando uma reestruturação completa dos serviços, que inclui a contratação de novos profissionais via concurso e capacitação especializada.
Sobre o servidor agredido, o município trouxe um alento: ele não perdeu a visão.
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