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Maringá,14/05/2026

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Mario Frias nega irregularidades em filme.

Ele afirma que fundo nos EUA foi criado para garantir transparência em filme sobre Bolsonaro

Isadora Teixeira/PortalEdsonValerio
Mario Frias nega irregularidades em filme. Marcello Casal Jr/Agência Brasil.

O deputado federal Mario Frias, produtor executivo de Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que todos os gastos da produção têm comprovantes e que “até o cafezinho tem nota”. A declaração ocorre após reportagem do Intercept Brasil revelar supostos repasses milionários de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o projeto
Flávio Bolsonaro, Vorcaro, Master: o escândalo do filme Dark Horse Azarão
O deputado federal Mario Frias, do PL de São Paulo, afirmou que todos os gastos relacionados ao filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, possuem documentação e comprovantes. Produtor executivo da obra, Mario Frias reagiu às suspeitas envolvendo o financiamento da produção após revelações sobre repasses atribuídos ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Em entrevista ao Metrópoles, Frias disse que a produção adotou mecanismos para garantir rastreabilidade dos gastos e afirmou que “até o cafezinho tem nota”. Segundo o parlamentar, foi criado nos Estados Unidos um fundo patrimonial exclusivo para o filme, com o objetivo de custear a produção norte-americana e assegurar controle sobre os pagamentos.
Frias diz que fundo foi criado para garantir lisura
De acordo com Mario Frias, o modelo de fundo patrimonial foi escolhido para impedir gastos sem justificativa e proteger os investidores.
“O fundo patrimonial não permite que o administrador gaste dinheiro sem justificar o motivo. Fizemos assim justamente para garantir a lisura nos Estados Unidos”, declarou.
O produtor executivo também afirmou que Dark Horse é uma produção norte-americana sobre uma história brasileira.
Segundo ele, a estrutura nos Estados Unidos teria sido necessária para viabilizar pagamentos no exterior e evitar obstáculos à produção. “Trata-se de um filme americano que conta uma história brasileira. A estratégia do fundo surgiu para viabilizar os pagamentos no exterior, proteger os investidores e evitar bloqueios e perseguições no Brasil. A gente sabia que teria que ser um filme de Hollywood”, afirmou.
Declaração ocorre após reportagem do Intercept
A manifestação de Frias ocorre depois de reportagem do Intercept Brasil apontar que Daniel Vorcaro teria negociado repasses de até US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. Segundo o site, pelo menos US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões, teriam sido pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações.
O Intercept também divulgou áudios e mensagens atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro, que teria cobrado de Vorcaro a regularização de pagamentos ligados ao projeto. A existência e o teor dos áudios também foram repercutidos por veículos internacionais, como Reuters e Associated Press.
Produtora nega ter recebido dinheiro diretamente de Vorcaro
Logo após a divulgação da reportagem, a produtora do filme negou ter recebido “um único centavo” diretamente de Daniel Vorcaro. Mario Frias afirmou que o investimento teria sido feito por meio da empresa Entre Investimentos e Participações, representada por Freixo. Por esse motivo, segundo ele, não haveria assinatura direta de Vorcaro nos documentos da operação.
O parlamentar também disse que existem outros investidores no longa-metragem, mas afirmou que não poderia revelar os nomes por causa de cláusulas de confidencialidade.
Eduardo Bolsonaro foi citado por ligação com administrador do fundo
Frias também reagiu às especulações de que parte dos recursos teria sido desviada para Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Segundo ele, a associação entre o filme e Eduardo teria ocorrido porque o administrador do fundo é Paulo Calixto, advogado que atuou na migração do ex-deputado.
A reportagem do Intercept apontou que parte dos recursos teria sido transferida pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos. O site também citou aliados de Eduardo Bolsonaro ligados à estrutura do fundo.
Filme recebeu o nome Dark Horse
O filme foi batizado de Dark Horse, expressão em inglês que remete ao “azarão”, ou seja, aquele que não aparece como favorito, mas surpreende e vence a disputa. Segundo Mario Frias, o título faz referência à trajetória política de Jair Bolsonaro e à ideia de um personagem improvável que vence a corrida.
A produção ganhou repercussão política antes mesmo do lançamento por envolver nomes ligados ao bolsonarismo e por aparecer associada às revelações sobre o financiamento do projeto.
Caso segue em repercussão
As revelações sobre o financiamento de Dark Horse provocaram repercussão política e movimentaram o noticiário nacional. A Reuters informou que Flávio Bolsonaro admitiu ter tratado do financiamento do filme com Vorcaro, mas negou irregularidades e afirmou que se tratava de um projeto privado. O caso segue sendo acompanhado pela imprensa e por atores políticos. Até o momento, as declarações públicas dos envolvidos apontam versões diferentes sobre a origem, a forma de repasse e a estrutura financeira usada para bancar a produção.




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