Paraná chega a 8,55 milhões de eleitores
Paraná pode ultrapassar Rio Grande do Sul e virar o 5º maior colégio eleitoral do país
Reprodução TRE O Paraná pode chegar às eleições de outubro em uma posição inédita no mapa eleitoral brasileiro. Dados atualizados do Tribunal Superior Eleitoral apontam que o estado soma 8.550.233 eleitores aptos a votar, número superior ao registrado no Rio Grande do Sul, que aparece com 8.487.805 eleitores.
A diferença atual é de 62.428 eleitores a favor dos paranaenses. Caso o cenário seja confirmado após o fechamento do cadastro eleitoral, o Paraná passará a ocupar o posto de 5º maior colégio eleitoral do Brasil, posição historicamente mantida pelos gaúchos nas últimas eleições.
Os dados são referentes ao mês de abril e ainda podem sofrer alterações até esta quarta-feira, 6 de maio, quando termina o prazo para tirar o primeiro título, regularizar pendências, transferir domicílio eleitoral, atualizar dados cadastrais ou cadastrar biometria. A partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado, e quem perder o prazo não poderá votar nas eleições de 2026.
Mudança histórica no peso eleitoral dos estados - Na história recente, o Paraná costuma aparecer como o 6º maior colégio eleitoral do país, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul.
Esse padrão se repetiu em eleições municipais e gerais desde 2008. A diferença, no entanto, começou a diminuir de forma constante ao longo dos últimos ciclos eleitorais.
Em outubro de 2025, o Paraná superou pela primeira vez o Rio Grande do Sul nas estatísticas mensais do TSE. Naquele mês, os paranaenses somavam 8.399.481 eleitores, contra 8.396.228 dos gaúchos — uma vantagem pequena, de 3.253 eleitores. Desde então, a distância aumentou mês a mês.
Diferença vem caindo desde 2014 - As estatísticas eleitorais mostram que o Paraná vem reduzindo a diferença em relação ao Rio Grande do Sul há mais de uma década.
Em 2008, os gaúchos tinham 626.460 eleitores a mais que os paranaenses. Em 2010, a diferença caiu para 510.683, mas voltou a subir em 2012, chegando a 600.686.
A partir de 2014, o movimento passou a ser mais consistente. A cada eleição, o Paraná cresceu em ritmo superior ao do estado vizinho.
Na eleição presidencial de 2022, o Paraná tinha 8,476 milhões de eleitores, cerca de 117,8 mil a menos que o Rio Grande do Sul. Já em 2024, nas eleições municipais, os paranaenses chegaram a 8,646 milhões, enquanto os gaúchos somaram 8,682 milhões, diferença de apenas 36 mil.
Agora, a poucos meses do pleito presidencial, o Paraná aparece numericamente à frente.
Prazo para regularizar título termina nesta quarta - A definição final do tamanho do eleitorado dependerá do fechamento do cadastro eleitoral. Até 6 de maio, o cidadão ainda pode resolver pendências junto à Justiça Eleitoral.
O prazo vale para quem precisa tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral, atualizar informações cadastrais, regularizar o documento ou fazer o cadastramento biométrico. O TSE informa que os serviços estão disponíveis pelo Autoatendimento Eleitoral, no portal do tribunal, e também presencialmente nos cartórios e postos de atendimento.
No Paraná, o TRE-PR orienta que jovens que vão tirar o primeiro título e eleitores que ainda não coletaram a biometria precisam comparecer presencialmente ao cartório eleitoral. Quem já possui biometria cadastrada pode solicitar serviços de forma online.
Mais peso político para o Paraná - Se a ultrapassagem for confirmada, o Paraná ganhará ainda mais relevância no cenário nacional. O tamanho do colégio eleitoral influencia o peso político do estado nas disputas presidenciais, nas estratégias de campanha e na atenção dada por partidos e candidatos.
Com mais de 8,55 milhões de eleitores, o Paraná se consolida como uma das principais forças eleitorais do país e passa a disputar protagonismo ainda maior nas eleições de outubro.
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