Governo trava o imposto do pecado.

Governo Lula teme desgaste com aumento no preço da cerveja e trava aumento

Rodrigo Castro
Governo trava o imposto do pecado. Foto: Beatriz Orle /

O governo tem sinalizado que vai segurar a regulamentação do Imposto Seletivo (IS) — criado com a reforma tributária e vulgarmente conhecido como “imposto do pecado” —, que incidirá, a partir de 2027, sobre produtos e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como as bebidas alcoólicas.

Segundo interlocutores, a equipe econômica já admite encaminhar o projeto, cujo texto já estava formatado pelo Ministério da Fazenda, apenas após as eleições.
A avaliação no Planalto e entre aliados de Lula é que a discussão poderia causar mais desgaste ao petista e daria arma à oposição. O temor é que rivais explorem a tributação das bebidas e a “cerveja mais cara”.
Como a picanha e a “cervejinha” estavam entre os principais símbolos de sua campanha, o governo quer evitar dar de bandeja um discurso pronto para a oposição.
Em vez de um projeto de lei, cujo rito é mais demorado e barulhento, estuda-se a edição de uma Medida Provisória.




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