Jovem cria conservante que prolonga vida útil de tomates.

Jovem de escola pública desenvolve produto com mandacaru e carnaúba e ganha prêmio internacional

Agencia Brasil/
Jovem cria conservante que prolonga vida útil de tomates. Reprodução Redes Sociais.

Estudante cearense cria conservante natural que prolonga vida útil de tomates e conquista 11 prêmios

Uma pesquisa desenvolvida pela cearense Gabrielle de Oliveira Rodrigues, quando ainda cursava o terceiro ano do ensino médio, resultou na criação de um conservante natural à base de mandacaru e cera de carnaúba, capaz de prolongar a conservação de tomates. O projeto, iniciado em 2023, conquistou 11 premiações nacionais e internacionais, incluindo um reconhecimento em uma das maiores feiras científicas estudantis do mundo.

A jovem tinha 19 anos quando recebeu os prêmios. O trabalho foi desenvolvido na Escola de Ensino Médio Luiz Girão, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, sob orientação do professor Carlos Eduardo Oyama.

Batizado de RCMC, o produto funciona como um revestimento comestível aplicado sobre os frutos.
Nos testes apresentados na feira internacional, os tomates tratados permaneceram conservados por 21 dias, enquanto aqueles revestidos com parafina duraram seis dias, e os tratados com gel de babosa, nove dias.

A pesquisa surgiu da preocupação de Gabrielle com o desperdício de alimentos e os prejuízos enfrentados por agricultores de sua região. A estudante escolheu duas matérias-primas encontradas no Nordeste e desenvolveu diferentes formulações até chegar aos resultados apresentados nas competições científicas.
Gabrielle representou o Brasil na Regeneron International Science and Engineering Fair (ISEF), realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos, e conquistou o segundo lugar na categoria Ciências das Plantas (Plant Sciences), recebendo um prêmio de US$ 2 mil.
Antes da premiação internacional, o projeto já havia conquistado o primeiro lugar em Ciências Agrárias na Mostra Científica do Cariri, em 2023, e na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), em 2024.
A pesquisa também influenciou os planos profissionais de Gabrielle, que manifestou interesse em continuar seus estudos na área científica e aperfeiçoar o revestimento para utilização em outros frutos.




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